Silwan Abbassi*
Brasília – O mercado de perfumes na Arábia Saudita e no Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) moveu 15 bilhões de riais sauditas (US$ 4 bilhões) este ano, aumento de 15% na comparação com o ano passado, segundo informa o jornal árabe Al Hayat. Este crescimento é devido à forte demanda da comunidade jovem nos países da região.
O mercado saudita está apresentando forte demanda por essências e cosméticos devido a agressivas estratégias de marketing, uma mudança nos hábitos de consumo, renda em alta e também à demografia do Oriente Médio: cerca de 50% da população da região tem menos de 20 anos, segundo informa a Organização das Nações Unidas (ONU).
"Devido à idade média dos consumidores da região, o mercado requer fórmulas especiais. Não dá para ignorar 50% dos seus potenciais consumidores", segundo informa Jean Manuel Canga-Valles, gerente de marketing da Beiersdorf, proprietária da marca de cosméticos Nívea. As campanhas de marketing das empresas de perfumaria ocidentais focam esse mercado.
O crescente mercado varejista da região também ajuda na venda de cosméticos, pois estão surgindo novos shoppings, farmácias e redes de supermercado em toda a região, oferecendo novas oportunidades para apresentação e distribuição de produtos.
Segundo uma pesquisa publicada pela revista Cosmetics Business, executada pela empresa saudita de cosméticos Ajmal, o consumidor médio na região, seja do sexo masculino ou feminino, tem entre seis a oito frascos de perfume em casa. De acordo com a empresa, o uso do produto é feito três vezes ao dia e consumidores mantém fracos de perfume até no carro. A empresa acrescenta que consumidores do Oriente Médio usam cinco vezes mais perfume do que os cidadãos de países ocidentais.
*Tradução de Mark Ament

