Rio de Janeiro – O desempenho positivo do mercado segurador brasileiro em 2008, aliado ao ganho cambial derivado da valorização do real, deverá levar a indústria de seguros a encerrar o ano com faturamento recorde de R$ 100 bilhões.
A avaliação é do economista Alexis Cavichini, professor de Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que, em entrevista à Agência Brasil, estimou um faturamento mundial de US$ 4,3 trilhões este ano para o setor.
“O Brasil está dando uma arrancada no setor de seguros impressionante”, disse ontem (23) Cavichini. Pelos últimos dados disponíveis, segundo o economista, é possível que o setor de seguros ultrapasse o valor do faturamento projetado para o ano.
Informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep) revelam que o mercado cresceu, nos cinco primeiros meses do ano, cerca de 17%, o que equivale à expansão registrada durante todo o ano de 2007.
O faturamento de R$ 100 bilhões fará o Brasil saltar cinco posições no ranking mundial de seguros, saindo da 19ª classificação para o 14º lugar. “Pode parecer pouca coisa, mas você pular cinco espaços no ranking é um avanço muito forte em um ano”, observou o economista. Segundo Cavichini, isso representará um crescimento, em reais, entre 17% a 18% na comparação com o ano passado.
Segundo ele, o crescimento do setor mostra que as pessoas estão confiantes em relação ao futuro. “Com isso, a probabilidade de que a economia vá para frente é muito maior. Nós estamos numa fase de ciclo virtuoso de crescimento”, indicou. Alexis Cavichini lança hoje (24), no Rio de Janeiro, livro sobre a história dos seguros no Brasil.

