Brasília – Analistas e investidores do mercado financeiro voltaram atrás e reduziram a expectativa de crescimento da economia que havia sido elevada há sete dias. A nova estimativa agora é de 0,27%, ante 0,28% anunciada na semana passada. Os números são do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-freira (20) pelo Banco Central.
A inflação, de acordo com os analistas, deve fechar o ano em 6,45%, portanto próxima ao teto da meta do governo, que é de 6,5%. A taxa básica de juros (Selic) ficará em 11% ao ano, que é o valor atual. O valor do dólar alcançará R$ 2,40. Os preços administrados, como as tarifas de energia elétrica, que sofrem influência do governo, passam a ter o crescimento estimado em 5,15%.
Os analistas e investidores voltaram a aumentar a previsão para a dívida líquida do setor público, que agora está estimada em 35,1% em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB). Aumentou também o pessimismo em relação ao crescimento da indústria, que agora está em -2,24%.
No setor externo os números também não são animadores pela ótica do mercado financeiro. A estimativa de déficit em conta corrente, um dos principais indicadores, passou de US$ 80 bilhões para US$ 81 bilhões, com o saldo da balança comercial brasileira registrando US$ 2,29 bilhões e não mais US$ 2,44 bilhões como previsto anteriormente. Os investimentos estrangeiros diretos permanecem em US$ 60 bilhões em 2014.

