Da Agência Brasil
Brasília – O superávit primário do setor público consolidado totalizou R$ 7,571 bilhões no mês passado, elevando para R$ 86,505 bilhões o superávit acumulado de janeiro a setembro deste ano. Isso equivale a 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país.
Esse é o resultado de toda a economia feita pelo governo federal (incluindo INSS e Banco Central), estados, municípios e empresas estatais) para pagamento dos juros da dívida, e está num patamar bem acima da meta governamental de 4,25% do PIB, que equivaleria a R$ 83,849 bilhões.
Apesar do aperto fiscal revelado pelo relatório de Política Fiscal, divulgado hoje (31) pelo Banco Central, só de juros da dívida o país pagou R$ 14,461 bilhões em setembro – quase o dobro da economia registrada. No ano, já foram pagos R$ 120,149 bilhões em juros, contra R$ 95,284 bilhões no mesmo período do ano passado.
Como explicou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o resultado nominal do setor público em setembro foi deficitário em R$ 6,890 bilhões, em função, basicamente, do aumento da dívida mobiliária (em títulos públicos) em R$ 12,8 bilhões.
O déficit (resultado negativo) sobe para R$ 33,647 bilhões no acumulado do ano, equivalente a 2,4% do PIB. Nos 12 meses fechados em setembro, as necessidades de financiamento do setor público somam R$ 55,3 bilhões, equivalentes a 2,9% do PIB.
Em setembro o governo central economizou R$ 2,930 bilhões, os governos regionais contribuíram com R$ 1,737 bilhão e as estatais com R$ 2,903 bilhões. No acumulado janeiro-setembro a economia da União foi de R$ 53,464 bilhões (3,8% do PIB), enquanto estados e municípios entraram com R$ 19,050 bilhões (1,3% do PIB) e as empresas estatais contribuíram com R$ 13,988 bilhões (1% do PIB).

