São Paulo – Quase metade da população mundial estará vivendo em áreas com grande escassez de água até 2030, alertou o secretário executivo da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), Luc Gnacadja, durante reunião de alto nível das Nações Unidas em Genebra, na Suíça.
O encontro debateu estratégias para tornar as sociedades mais resistentes aos problemas do clima. Segundo dados divulgados, mais de 11 milhões de pessoas morreram devido à seca desde 1990 no mundo. Uma das conclusões do encontro foi a necessidade de criação de planos nacionais coordenados com preparação, monitoramento e serviços de informação sobre a seca.
A declaração conjunta do encontro foi assinada pelos chefes da Organização Meteorológica Mundial (OMM), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), UNCCD, além de outros parceiros.
Desde 1950, as terras secas aumentaram quase 2% em todo o mundo, a cada década. As secas têm afetado principalmente as regiões do Chifre de África e do Sahel, Estados Unidos, México, Brasil, partes da China e da Índia, Rússia e o sudeste da Europa. Além disso, 168 países afirmam terem desertificação.

