São Paulo – Minas Gerais quer exportar limão para os Emirados Árabes Unidos. O estado leva adiante um projeto para aumentar a exportação da fruta produzida na cidade de Jaíba, norte de Minas, e pretende, por meio da Central Exportaminas, programa de incentivo às exportações vinculado ao governo local, abrir mercado no mundo árabe.
De acordo com Juliane Whyte, diretora-adjunta da Central Exportaminas, a região já exporta limão, mas o objetivo é aumentar o mercado externo para os produtores. O projeto também tem por objetivo profissionalizar ainda mais a produção de Jaíba, com, por exemplo, a obtenção de certificações internacionais. A região trabalha com produção irrigada desde a década de 70 e por isso produz limão o ano todo.
A escolha dos Emirados Árabes Unidos, e principalmente de Dubai, como um dos mercados foco para aumentar as exportações ocorreu depois que o estado realizou uma missão oficial e empresarial para o país árabe no primeiro semestre deste ano. “Estivemos lá avaliando, existe mercado, uma demanda forte. Dubai é também um mercado trader, corredor de passagem para outros mercados”, diz Juliane.
O limão que Jaíba produz é do tipo thaiti. Lá fora costuma ser chamado de lima thaiti. De acordo com a diretora-adjunta da Central Exportaminas, esse limão é muito bem aceito no mercado internacional. Enquanto que no Brasil, segundo ela, a preferência dos consumidores é pelo limão mais mole, para retirar o suco, no exterior ele é mais usado em rodelas, para, por exemplo, os drinques, e por isso o thaiti é bem adequado.
O município mineiro de Jaíba produziu em 2007, de acordo com dados da Central Exportaminas, seis mil toneladas de limão. Cerca de 33%, o equivalente a duas mil toneladas, foram exportadas. Quem leva a produção adiante, na região, são 344 agricultores familiares, que têm assistência da Central Exportaminas, além de cerca de 30 outros produtores chamados empresariais, de maior porte.
A área utilizada pelos agricultores familiares é de cerca de 470 hectares. No projeto dos limões em Jaíba são parceiros do governo mineiro Emater, empresa pública de assistência técnica, Central de Abastecimento (Ceasa), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MG). Cada uma auxilia e trabalha junto aos produtores na sua área de especialidade.

