Da redação
São Paulo – A indústria brasileira de mineração vai investir, até 2011, US$ 32 bilhões. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Até fevereiro deste ano, a expectativa era que o setor recebesse US$ 28 bilhões até a mesma data. “Refizemos nossos cálculos para cima, com base no que vem sendo informado pelas companhias para cima, com base no que vem sendo informado pelas companhias, que estão incrementando sua produção para atender à demanda crescente mundo afora e internamente”, disse o presidente do Ibram, Paulo Camillo Penha em nota.
Deste total de investimentos previstos, US$ 14,13 bihões devem ser voltados para minério de ferro, US$ 7,68 bilhões para níquel, US$ 4,11 bilhões para as atividades com alumina e US$ 1,6 bilhões para bauxita. O Ibram vai promover, a partir de segunda-feira (10) da próxima semana uma mostra sobre o setor no Salão Negro do Congresso Nacional do Brasil, em Brasília. “Vai ser a oportunidade de mostrar à opinião pública que a mineração investe no Brasil e que precisa de apoio de nossas autoridades para continuar a contribuir para o desenvolvimento sustentável do Brasil”, disse Penha em nota divulgada pela entidade.
O mercado aquecido no setor de mineração já vem causando aumento, por exemplo, na oferta de empregos. De acordo com dados do Ibram, só na empresa Samarco Mineração, mais de 400 pessoas foram contratadas em janeiro deste ano. E atualmente há mais 20 vagas abertas. O aumento no número de trabalhadores se deve a um projeto de pelotização da empresa. Também a Yamana Gold, outra empresa da área, que atua na prospecção e extração de ouro, está procurando 107 estagiários e trainees. A companhia é canadense, mas tem operações na Bahia, Mato Grosso e Goiás, no Brasil.
A Vale do Rio Doce, gigante brasileira do setor, prevê contratar, só no estado do Pará, mais de 35 mil pessoas entre este ano e 2012. A empresa vai mais do que dobrar o quadro daquela região, onde trabalham para a companhia um pouco mais de 32 mil pessoas. A Vale também está investindo na qualificação dos seus trabalhadores. “O aumento dos postos de trabalho é reflexo do crescimento da indústria da mineração e da demanda do mercado externo, especialmente da Ásia”, afirma o gerente geral de Recursos Humanos da Vale, João Menezes.
Uma das grandes procuras, neste mercado, é por profissionais de áreas de infra-estrutura, como engenheiros, arquitetos, urbanistas, geólogos e técnicos. A Confederação Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) estima que faltem três mil profissionais especializados apenas na área de engenharia no Brasil. De acordo com o presidente da entidade, Marcos Túlio de Melo, são formados 23 mil engenheiros por ano no Brasil. “Esse número deveria ser três vezes maior para corresponder à necessidade atual”, disse Melo.

