Da Agência Brasil
Brasília – O ministro José Fritsch, da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, levará a partir de domingo (25) um grupo de 15 empresários do setor pesqueiro e da indústria naval para uma missão de cinco dias em Angola e São
Tomé e Príncipe, na África. O objetivo é fazer negócios com governos e empresários nas áreas de produção de camarão, pesca artesanal, pesca da
lagosta, pesca da sardinha, aqüicultura e construção de barcos pesqueiros.
O governo angolano, a exemplo do brasileiro, está desenvolvendo um projeto
de reestruturação de seu setor pesqueiro, disposto a fechar parcerias com o
Brasil. O governo brasileiro, segundo o ministro Fritsch, vê na iniciativa
uma possibilidade de desenvolvimento do setor e principalmente de geração de
empregos.
Empresas do setor naval pesqueiro do Brasil devem construir para Angola pelo
menos 40 barcos de médio porte destinados à pesca oceânica. Os equipamentos
serão fabricados no Brasil, gerando empregos nos estaleiros nacionais, e
exportados para o continente africano. Conforme o ministro Fritsch, os
angolanos viram na indústria brasileira uma oportunidade de economizar, já
que os equipamentos brasileiros são mais baratos que os comercializados em
outras partes do mundo. "Um motor que custa U$ 12 mil na Europa sai por
cerca de US$ 7 mil no Brasil", informou.
Geração de empregos também é esperada com a pesca por empresas brasileiras
em águas africanas. No caso da sardinha, há a possibilidade de realizar a
pesca no litoral africano e promover a industrialização no Brasil.

