São Paulo – O ministro dos Emigrantes da Síria, Joseph Sweed, visitou ontem (07), em São Paulo, diversas instituições criadas e mantidas por imigrantes árabes e seus descendentes e elogiou muito o trabalho desenvolvido por eles no Brasil. “Todas essas instituições sírio-libanesas contribuíram para o desenvolvimento do país e podem estabelecer pontes muito importantes entre a Síria e o Brasil”, afirmou o ministro.
Na visita ao Hospital Sírio-Libanês, Sweed afirmou que a Síria tem orgulho de saber que foram sírios e libanesas que ajudaram a fazer o hospital. “Esta instituição é a prova que os imigrantes sírios e libaneses colaboraram muito na construção de uma nova sociedade”, disse o ministro, que foi recebido pela presidente de honra da Sociedade Beneficente de Senhoras do Hospital Sírio-Libanês, que administra a instituição, Violeta Jafet; a presidente da Sociedade, Ivete Riskallah; e o diretor clínico do hospital, Riad Younes.
Durante a visita às instalações do hospital, como centros de treinamento, laboratório de neurociências e sala cirúrgica inteligente – equipada com o robô Da Vinci, sistema robótico para realizar cirurgias complexas e de alta precisão –, o ministro ficou impressionado com a tecnologia.
Outra instituição que impressionou o ministro foi o Grupo Schahin, que atua há mais de 40 anos nos setores de engenharia e construção; petróleo e gás; energia; telecomunicação e serviços bancários. “Temos muito orgulho desse grupo. O vídeo nos mostrou a grandeza da empresa e das obras realizadas que ajudaram a desenvolver o país. Isso é motivo de orgulho para nós, da Síria, e do mundo inteiro”, afirmou Sweed, que foi recebido pelos irmãos e sócios do grupo Salim Taufic Schahin e Milton Schahin.
Salim Schahin, que é também presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira , contou ao ministro que seu pai, Taufic Schahin, imigrou da Síria para o Brasil e batalhou muito para dar uma boa educação aos seus filhos. “Foi uma vida de muito sacrifício para conseguir construir tudo isso. Mas o mais difícil foi o sacrifício do meu pai em abandonar a família na Síria com 16 anos e vir sozinho para cá”, afirmou.
Foi com esse espírito de luta e coragem que muitos imigrantes sírios no Brasil se uniram para criar o Clube Homs, que também foi apresentado ao ministro ontem. “Me sinto muito honrado em visitar esse clube que traduziu a civilização da Síria e a colocou lá no alto. Ele uniu a coletividade”, afirmou Sweed, que foi recebido pelo presidente da diretoria do clube, Fuad Antacli; o presidente do conselho deliberativo, Nélson Azar; conselheiros e diretoras.
Na tarde de ontem, o ministro visitou também a Mesquita Brasil, a Mesquita do Brás, a Catedral Ortodoxa e o Centro Cultural Árabe-Sírio. Sweed estava acompanhado em todas as visitas por uma delegação de sírios, imigrantes e diplomatas, como o cônsul da Síria em São Paulo, Ghazi Deeb. Hoje (08), pela manhã, o ministro vai ainda visitar o Lar Sírio Pró-Infância.

