São Paulo – O ministro da Economia e Comércio da Síria, Amer Husni Lufti, quer aumentar as relações comercias com o Brasil. Ele recebeu ontem (20) em Damasco a delegação brasileira que se encontra no país árabe para apresentar o potencial da indústria nacional de máquinas e eletrônicos. Além do comércio, o ministro falou ainda das oportunidades de investimentos na Síria.
De acordo com o secretário-geral da Câmara de Comercio Árabe Brasileira, Michel Alaby, que integra a missão, o ministro disse que a economia do país árabe está se abrindo, o que traz oportunidades para empresários e investidores brasileiros. Lufti afirmou que a Síria tem interesse em máquinas agrícolas, equipamentos para exploração de minérios, para energia solar, além de silos, do Brasil.
O ministro lembrou de quando veio ao Brasil, em novembro de 2005, e visitou diversas entidades, inclusive a Câmara Árabe, em São Paulo. Lufti também esteve no estande da entidade na Feira Internacional de Damasco, que começou sexta-feira (15), na capital síria.
O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), Carlos Nogueira, e o diretor da Associação Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica (Abinee), Niels Kleer, que integram a delegação brasileira, também falaram ao ministro sobre o potencial dos setores que as suas entidades representam.
Os brasileiros se encontraram ontem ainda com empresários sírios que demonstraram interesse em importar maquinários do Brasil. Entre eles os diretores Talal e Omar Takla, da empresa de construção Fouad Takla, que tem escritórios na Síria, Arábia Saudita, Líbano, Emirados Árabes e Inglaterra. Segundo Alaby, a empresa ainda não importa do Brasil e deve visitar o estande brasileiro na Big 5, feira de construção de Dubai, que será realizada em novembro.
Feiras
A delegação brasileira também esteve com o diretor-geral da Feira Internacional de Damasco, Mohammad Hammoud, e o vice-ministro da Economia e Comércio da Síria, Ghassan Wadea Al Eed. Segundo Alaby, o diretor-geral tem interesse de vir ao Brasil para organizar a participação de empresas sírias dos setores têxtil, alimentos e artesanato em feiras setoriais brasileiras.

