Alexandre Rocha
São Paulo – Para a Alcafoods, fábrica goiana de cereais matinais, a missão comercial à Argélia, liderada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e realizada em novembro, abriu também oportunidades de negócios em outros países e até no Brasil.
Dentro da delegação brasileira mesmo, o representante da Alcafoods descobriu outras empresas, em sua maioria tradings, interessadas em vender seus produtos em países asiáticos, como China, Índia e Japão. “Conheci até pessoas interessadas em distribuir nossos produtos no mercado interno”, disse o gerente de comércio exterior da companhia, Henrique Souto de Barros.
Na Argélia, no entanto, Barros só espera oportunidades em médio prazo. Durante a missão, ele se encontrou com representantes de cinco empresas argelinas, três que atuam no setor de alimentos e manifestaram interesse pelos cereais, além de duas do setor agrícola que pretendem, no futuro, entrar no mercado de alimentos industrializados.
Apesar do interesse dos argelinos, Barros disse que não há no país o costume de consumir cereais matinais. “É preciso fazer o marketing desse tipo de produto”, afirmou. Além disso, segundo ele, alguns problemas de logística precisam ser solucionados para tornar a mercadoria competitiva no mercado argelino. “Espero fazer negócios em médio prazo”, declarou.
A empresa exporta regularmente há um ano e criou recentemente um departamento de comércio exterior. Antes fazia negócios somente por meio de tradings. Ela já vendeu para os Estados Unidos, Suriname, Barbados e Austrália e está desenvolvendo os mercados da Nigéria, Nova Zelândia, República Dominicana, México, Paraguai, Uruguai e Turquia.
Produção
Criada em 1996, a Alcafoods tem capacidade para produzir 90 toneladas de cereais matinais por dia, como flocos de milho sem açúcar, açucarados ou achocolatados. “Mas estamos desenvolvendo também produtos de aveia e de fibras”, disse Barros.
Além dos produtos vendidos sob a marca Alcafoods, a companhia fornece também para diversas redes de supermercados onde são comercializados com marcas próprias. Entre os clientes estão a Companhia Brasileira de Distribuição, que pertence ao grupo francês Casino, o Carrefour, o Sonae, o Sendas, o DIA%, de propriedade do espanhol Promodes, o Wal-Mart e o Bom Preço, que pertence ao Wal-Mart.
Sediada em Itumbiara, no interior de Goiás, a empresa fatura cerca de R$ 1,5 milhão por mês e emprega 200 funcionários.

