Da redação
São Paulo – O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), acumulou alta de 32,9% e registrou a maior pontuação da sua história no ano passado. O primeiro recorde do ano foi de 34.540 pontos, em 3 de janeiro, e o último de 44.526 pontos, no dia 27 de dezembro. A Bovespa também teve o maior volume de negócios realizados em um só dia, com US$ 11,1 bilhões, e começou a negociar ações de 26 novas companhias. A bolsa movimentou US$ 598,9 bilhões em 2006, 49,3% mais do que em 2005.
O valor de mercado das 350 empresas que têm ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo estava em R$ 1,54 trilhão em dezembro do ano passado. Houve um acréscimo, segundo dados divulgados pela assessoria de imprensa da bolsa, de 36,9% em relação ao ano anterior. Grande parte deste capital – 21,6% – é das instituições financeiras. Em seguida, quem tem maior volume de capital na bolsa é o setor de petróleo, gás e combustíveis, o de telecomunicações, mineração e energia elétrica.
Os investidores estrangeiros tiveram uma participação importante na Bovespa em 2006. Eles respondiam por 35,5% do volume total negociado na bolsa, acima dos 32,8% registrados em 2005. O fluxo de investimentos estrangeiros teve saldo positivo de US$ 1 bilhão em dezembro, cifra que é resultado de compras de US$ 20,9 bilhões e vendas de US$ 19,8 bilhões. No mês, os estrangeiros fizeram 34,1% das transações da Bovespa, conforme divulgação da bolsa.
A Bolsa de Valores de São Paulo movimentou, no ano passado, uma média diária de R$ 2,4 bilhões, 51,1% maior do que em 2005. O número de negócios realizados na bolsa também cresceu, de 15,5 milhões para 21,5 milhões. As dez ações mais negociadas pertencem às empresas Petrobras, Vale do Rio Doce, banco Bradesco, Usiminas, Telemar, banco Itaú, Siderúrgica Nacional e Cemig. A Petrobras e a Vale tiveram dois tipos de papéis entre os mais negociados.
Entre as novas empresas que ingressaram na Bovespa no ano passado estão a Brasil Ecodiesel Indústria e Comércio de Biocombustíveis e Óleos Vegetais (Brasil Ecodiesel), de bicombustíveis, a Odontoprev, operadora de planos odontológicos, a Positivo, empresa de tecnologia, a São Carlos e Lopes, do setor imobiliário, e a Dufry DSA, varejo de viagens. Das 26 companhias que entraram na bolsa, 20 ingressaram no Novo Mercado, um sistema que exige maior transparência das empresas junto aos investidores.

