Emirates News Agency
Dubai, Emirados Árabes Unidos – A movimentação de contêineres nos três portos administrados pela Dubai Ports Authority (DPA) deve aumentar mais de 20% este ano, segundo estimativas da empresa. Dubai é o centro comercial dos Emirados Árabes Unidos e um dos principais pólos de negócios do Oriente Médio.
No ano passado passaram pelos portos de Jebel Ali, Rashid e Hamriya um volume de cargas equivalente a 5,15 milhões de contêineres de 20 pés (medida padrão utilizada no segmento de transporte marítimo), o que representou um crescimento de 23% em relação a 2002, quando o fluxo foi de 4,19 milhões de contêineres.
"Com o atual fluxo de contêineres, é provável que haja crescimento maior do que 20%", disse Anwar Wajdi, diretor da companhia, ao jornal árabe Gulf News. Ele acrescentou que seguem as obras de ampliação do porto de Jebel Ali, que envolvem investimentos de US$ 1,12 bilhão.
Iraque
Além do transporte de mercadorias destinadas aos Emirados, Wajdi aposta também no crescimento da movimentação, por Dubai, de cargas com destino ao Iraque.
"Cargas com destino ao Iraque ainda irão crescer. Por enquanto a maior parte das mercadorias destinadas ao país é transportada individualmente, em pequenas embarcações. Mas cargas em contêineres ainda devem crescer. Caso isso ocorra, teremos um aumento ainda maior no fluxo (nos portos de Dubai)", acrescentou.
Wajdi informou que a DPA tentou, e ainda quer, assumir a administração do porto Umm Qasr, no Iraque. A licitação pela administração do terminal foi prorrogada até o dia 30 de junho.
"Quando terminar o contrato atual, nas mãos da SSA Marine, esperamos uma nova licitação pela administração do porto de Umm Qasr. Nós estamos interessados neste porto e nossa equipe está tentando conseguir contratos para administrar outros portos iraquianos. No entanto, ainda não há nada de concreto", afirmou.
Frete
Se o movimento de cargas aumenta, o preço do frete também. Fontes do setor informaram que o alto custo do frete internacional deve continuar e pode até aumentar no médio prazo devido à crescente demanda.
"A expansão da economia chinesa está aumentando os custos do frete internacional," informou Christopher Hayman, diretor da Seatrade, que recentemente abriu um escritório em Dubai.
"A China se transformou no maior importador mundial de petróleo. Importa também muitos outros produtos, ocupando muitas embarcações. A não ser que haja uma queda na demanda, ou que entrem outras embarcações no mercado, o custo do frete deve aumentar. Acredito que vá haver um aumento neste custo nos próximos anos", acrescentou o executivo.

