Omar Nasser, da Fiep*
Curitiba – Os países árabes são um "mercado aberto" onde o Brasil tem grande possibilidade de ampliar sua participação, aumentando o volume de vendas e diversificando a pauta de produtos. Foi o que disse na sede da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba, nesta terça-feira, o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB), Michel Alaby. Os países árabes registraram importações totais de US$ 240 bilhões em 2004, dos quais o Brasil respondeu por apenas US$ 4 bilhões, ou 1,7%. "É muito pouco para o potencial exportador do país", destacou .
Alaby esteve na capital do Paraná para expor as oportunidades de negócio existentes na região, no seminário "Negociando com os países árabes – Oportunidades de negócios nos Emirados Árabes Unidos e Síria", promovido pela CCAB, pela Fiep e pela Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex).
O grau de interesse dos empresários locais em inaugurar ou estreitar laços econômicos com os países do Oriente Médio e Norte da África pode ser medido pela quantidade de pessoas presentes: o auditório da sala de reunião dos Conselhos Temáticos da Fiep ficou lotado para ouvir a palestra.
De acordo com o presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiep, Ardisson Akel, o Paraná tem muito a oferecer aos países árabes. A base produtiva estadual é diversificada. Além de matérias-primas e commodities agrícolas, como açúcar, farelo de soja e madeira, as indústrias do Estado podem vender automóveis, tratores e computadores, além de ampliar a comercialização de móveis e alimentos industrializados.
Eventos
O secretário-geral da CCAB destacou dois eventos comerciais importantes marcados para setembro: a feira Motexha Autumn 2005, que acontece entre os dias 12 e 15, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, voltada para o setor calçadista e de moda couro; e a Feira Internacional de Damasco, na Síria, que ocorre entre os dias 3 e 12 de setembro. "Os árabes precisam ter confiança e as feiras são o principal meio de promoção utilizado por eles", informou Alaby.
Nos dois eventos a CCAB estará presente, dando apoio aos empresários brasileiros participantes com intérpretes e instalações próprias. Na feira de Dubai está prevista a participação de dez empresas do Brasil, das quais cinco já estão confirmadas; na de Damasco, dos dez espaços reservados, cinco já foram ocupados. A intenção é que nos módulos restantes estejam, também, indústrias do Paraná.
"Está havendo um interesse cada vez maior das empresas paranaenses em relação ao mercado árabe", diz Kamal Davi Curi, do escritório regional da CCAB. "O ritmo de crescimento dos negócios está acima do esperado", completa, lembrando que não só os industriais do Paraná estão procurando conhecer melhor a região, como empresários árabes têm vindo para o Estado em busca de oportunidades.
O Paraná tem assistido, nos últimos anos, ao nascimento de verdadeiros pólos industriais. Além do automotivo, instalado em torno de Curitiba e com quatro montadoras de veículos, há o de vestuário, em Cianorte, bonés, em Apucarana, e portas e janelas em madeira, em União da Vitória.
O objetivo, segundo Alaby, é visitar com freqüência ao Estado para divulgar as oportunidades econômicas existentes no Oriente Médio e Norte da África. Em novembro ele estará novamente no Paraná para manter contato com os empresários locais, o que deve resultar em mais negócios. "Estou lançando uma semente", declarou.
Mais informações sobre as feiras
Câmara de Comércio Árabe Brasileira
Setor de Marketing
Tel: (11) 3283-4066
e-mail: marketing@ccab.org.br
*Federação das Indústrias do Estado do Paraná

