Alexandre Rocha
São Paulo – Os dois representantes do grupo egípcio El Sewedy Cables que estão no Brasil em busca de oportunidades de negócios visitaram ontem, no final da tarde, a sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira em São Paulo. Em entrevista à ANBA, eles anunciaram que o investimento que a empresa pretende realizar no país é da ordem de US$ 50 milhões.
“Queremos investir em uma fábrica de cabos no Brasil para entrar em operação no futuro próximo”, afirmou o diretor de novos negócios do grupo, Francisco Conzales Molina. A idéia é ter a planta funcionando num prazo de seis meses a um ano. A companhia fabrica uma ampla gama de materiais elétricos, especialmente cabos elétricos e para telecomunicações.
Molina e o gerente de novos negócios da empresa, Karim Nazih, estão no Brasil para ver qual modalidade de negócio é mais viável, se a construção de uma nova unidade industrial, ou a compra de uma já existente, ou ainda a procura por uma empresa brasileira de médio porte interessada em produzir mercadorias do El Sewedy. “Nós estamos no mercado de material elétrico desde 1938”, disse Nazih.
Eles procuram também o melhor local para estabelecer o empreendimento e vão visitar diversas empresas, associações setoriais e órgãos públicos em São Paulo, Santa Catarina, Brasília, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Uma coisa, no entanto, é certa: o grupo quer um parceiro local. “Nós temos o dinheiro, mas não sabemos como se comporta o mercado brasileiro. Precisamos de alguém que conheça este mercado, nos ajude, invista e também ganhe conosco”, disse Molina. De acordo com Nazih, a princípio o projeto prevê uma participação de 70% do El Sewedy e de 30% de um parceiro local. “Mas isto pode ser negociado, estamos abertos à discussão”, ressaltou.
Estratégia
A busca por oportunidades no Brasil faz parte da estratégia do grupo de expandir seus negócios no exterior. Em 2005, a companhia faturou US$ 820 milhões e este ano espera atingir US$ 1,2 bilhão. “Já estamos bem estabelecidos na África e nos países árabes. Para atingir este valor nós buscamos novas oportunidades no exterior”, disse Nazih. Para tanto, o El Sewedy elegeu como mercados alvo o Brasil, a Índia e a África do Sul. “O Brasil é a maior economia da América do Sul”, acrescentou.
Durante a visita ao país eles pretendem definir também qual o produto que vale mais a pena produzir por aqui. “Queremos estudar as necessidades do mercado, mas pensamos principalmente em fabricar produtos que tradicionalmente o Brasil importa”, afirmou Molina.
O El Sewedy é um dos principais grupos privados do Egito e emprega 4 mil pessoas. Ele destina 30% de sua produção ao mercado egípcio e 70% ao exterior. Os dois executivos ficam no Brasil até 09 de agosto.
Mais informações
Escritório Comercial do Egito em São Paulo
Tel: (11) 3284-8184

