São Paulo – O nível de atividade da indústria paulista subiu 0,9% em maio em relação a abril. Na comparação com maio do ano passado, houve queda de 9,3% e, no acumulado do ano, redução de 12,5% em relação ao mesmo período de 2008. Nos 12 meses fechados em maio, a queda é de 4,4%, conforme o Indicador de Nível de Atividade (INA), divulgado hoje (30), pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).
O diretor do Departamento de Economia da Fiesp (Depecon), Paulo Francini, disse que a atividade industrial mudou de patamar, por causa da forte queda ocorrida nos meses finais do ano passado. “No novo patamar, a atividade industrial percorreu, de janeiro a maio deste ano, uma trajetória de crescimento modesto, se comparado à dimensão da queda.” Para ele, não existe tendência de recuperação do patamar antigo em curto espaço de tempo, mas há uma evolução no novo patamar.
Os setores que se destacaram foram os de celulose, papel e produtos de papel, com crescimento de 0,4% com ajuste sazonal em maio e de 2,7% sem o ajuste. Com relação a maio de 2008, houve alta de 2,5%, no acumulado do ano, queda de 0,1% e, nos últimos 12 meses, crescimento de 1,2%. “O que explica esse número é que São Paulo tem pouca presença nas exportações do setor que, por isso, foi menos afetado pela queda nas exportações do que o restante do país”, disse.
O grupo de produtos químicos e petroquímicos cresceu 2,3% com ajuste sazonal e 9,8% sem o ajuste. Comparado a maio do ano passado, houve queda de 8,5% e, de janeiro até maio deste ano, redução de 14,3% em relação ao mesmo período de 2008. No acumulado dos 12 meses, também houve queda (7,8%). Francini disse que tal resultado está associado aos estoques. Segundo ele, com a expectativa de melhora da economia, os estoques excessivos diminuíram, o que possibilitou a melhor retomada das atividades.
No setor de máquinas e equipamentos, houve redução tanto com ajuste sazonal quanto sem ajuste (4,2% e 0,95 %, respectivamente). Com relação a maio de 2008, houve queda de 29,2%, de janeiro a maio deste ano, de 27,1% e, nos últimos 12 meses, de 11,2%. “Esse é um dos poucos setores que ainda continuam em trajetória de queda.”

