Isaura Daniel
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São Paulo – A Noma, fabricante brasileira de implementos rodoviários, vai exportar 52 semi-reboques para a Argélia, país árabe que fica no Norte da África. A empresa, que tem sede na cidade de Sarandi, no Paraná, começa a fazer os embarques ainda nesta semana e os concluirá em setembro. Segundo o gerente de exportação da Noma, José Carlos Borges, foram vendidas 40 semi-reboques basculantes para transporte de minérios e 12 semi-reboques para cargas secas. Essa será a primeira venda da Noma para um país árabe.
A compradora argelina é a empresa S.A.R.L Savi Est, concessionária de caminhões Renault do país árabe que tem sede na cidade de Tadjenant. Borges acredita que esta será uma parceria de longo prazo. A Noma está estudando a possibilidade de montar os seus implementos na Argélia, em parceria com a Savi, para ficar mais próxima do mercado árabe e reduzir os custos com frete. Diferente dos semi-reboques inteiros, as peças separadas podem ser enviadas em contêineres, o que barateia o preço do transporte.
De acordo com Borges, ainda neste ano a empresa deve enviar semi-reboques em CKD para a Argélia para fazer uma experiência de montagem. "Temos muito interesse no mundo árabe", diz o executivo. Segundo ele, assim como o Brasil, os países árabes têm nas rodovias a base do seu transporte. "O mundo árabe se move por terra", afirma Borges, lembrando que os países da região têm pouco transporte ferroviário.
As negociações da Noma com a Savi começaram depois que a empresa argelina entrou em contato com a paranaense há cerca de um ano. A Savi chegou até a Noma por meio de um contato, com pedido de indicação de fornecedores brasileiros, feito com o representante da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, o analista de comércio exterior Zein El-Abdine Said, na Feira Internacional de Argel, em 2006. O negócio foi fechado só depois de duas idas de representantes da Noma à Argélia e da visita da Savi à empresa no Brasil.
A Noma é atualmente a quarta maior fabricante de implementos rodoviários do Brasil. A empresa já exporta para todos os países da América do Sul, exceto Colômbia, e já fez vendas para a Angola. A intenção, depois desta exportação aos argelinos, é avançar também para o mercado dos demais países árabes. A empresa fabrica cerca de quatro mil implementos rodoviários ao ano e exporta ao redor de 15% da produção. Os maiores mercados no exterior são Argentina e Venezuela.
A produção da Noma é toda concentrada na unidade industrial da empresa em Sarandi. A Noma tem 40 anos de existência e tem na presidência da empresa ainda o seu fundador, o empresário João Noma, que é de origem oriental. A administração da companhia, porém, está nas mãos dos filhos de João Noma. A empresa tem 40 representantes no Brasil. Ela começou suas atividades com venda de peças, consertos, reformas e fabricação de terceiro-eixo para caminhões na cidade paranaense de Maringá, ao lado do Sarandi.
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