Maghreb Arabe Presse*
Rabat – O governo do Marrocos pretende ampliar de 5% para 6% o crescimento do país no futuro, segundo informou o primeiro ministro do país, Abbas El Fassi, em um pronunciamento ao parlamento do país. El Fassi assumiu o governo do país árabe depois que seu partido, o Partido Independência, venceu as eleições legislativas do país, no dia 7 de setembro. Segundo o primeiro ministro, seu governo também pretende criar 250 mil empregos ao ano e reduzir o desemprego para 7% até 2012.
Segundo El Fassi, para estimular a geração de empregos, o governo pretende ajudar o setor privado através de redução da dívida privada e também auxiliá-lo na busca por novos mercados. O governo também pretende ajudar médias empresas a ingressar no mercado marroquino. Também serão fornecidos micro-créditos, incentivos à produção, dados sobre o mercado e análises de mercado, entre outros serviços.
O novo governo do Marrocos informa que vai promover os setores de infra-estrutura, água, energia, pesca, turismo, artesanato e agricultura. Na infra-estrutura, a intenção é elevar para 1,5 mil quilômetros a malha rodoviária até 2010, com a construção de mais 380 quilômetros de rodovias.
Já no setor ferroviário, será completada a ferrovia do norte, com ligação ao porto Tanger-Med em 2008, e também será entregue em 2009 uma ferrovia de alta velocidade ligando as cidades de Tânger e Marrakech. El Fassi informou também que serão construídas até 2012 dez grandes e 60 pequenas represas para melhorar o fornecimento de água no país.
O premiê declarou também que o país vai investir na geração de energias alternativas, usando matérias-primas renováveis, e que também será investido no programa de racionalização da energia, reduzindo em 15% o consumo energético no país. Ainda no quesito energia, o primeiro-ministro declarou que o Marrocos vai melhorar a infra-estrutura petrolífera, modernizando refinarias e ampliando a capacidade de estocagem.
No setor hoteleiro, o governo marroquino quer ampliar para 265 mil o número de leitos no país até 2012, contra os atuais 150 mil. Assim serão gerados 80 mil empregos diretos e elevadas as receitas turísticas dos atuais US$ 7,5 bilhões ao ano para US$ 11,5 bilhões.
Já no setor de habitação, El Fassi declarou que o governo pretende construir 150 mil casas populares ao ano e outros 50 mil edifícios residenciais populares. Segundo o chefe de governo marroquino, estas decisões fazem parte do programa do governo para melhoria da habitação, principalmente o "programa cidade livre de favelas".
Marrocos
O Marrocos tem um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 61,6 bilhões e uma renda per capita de US$ 4,9 mil. O país, que fica no Norte da África, tem sua produção industrial concentrada em produtos minerais, alimentícios e têxteis. O Marrocos possui dois terços das reservas de fosfatos do mundo e é também o maior exportador do produto, com 31% do mercado mundial. O país é ainda o maior exportador mundial de sardinha e tem grande parte da sua renda atrelada ao turismo.
Nos primeiros nove meses deste ano, a corrente comercial entre o Brasil e o Marrocos foi de US$ 729,2 milhões. Os marroquinos venderam ao Brasil US$ 389,7 milhões e os brasileiros exportaram US$ 339,5 milhões para o Marrocos. A balança comercial entre os dois países foi deficitária para o Brasil em US$ 50,2 milhões. Os principias produtos exportados pelo Brasil ao Marrocos no período foram açúcares, soja e óleo de soja. Já o Marrocos exportou principalmente fosfatos, nafta para a indústria petroquímica e sardinhas.
*Tradução de Mark Ament com informações da redação da ANBA

