Geovana Pagel
São Paulo – As vendas para novos mercados, principalmente para países do Oriente Médio e Norte da África, contribuíram para o crescimento de 30% das exportações dos doces fabricado na cidade de Marília, no interior paulista. Em 2004, o município, um dos principais pólos de fabricação de alimentos do país, exportou US$ 19,1 milhões em guloseimas, contra US$ 14,5 milhões em 2003.
Todos os meses, cerca de 12% de um total de 30 mil toneladas de balas, pirulitos, chocolates e biscoitos produzidos em Marília são embarcadas para mais de 50 países. Estados Unidos, África do Sul e países da América Latina ainda são os principais destinos. O surgimento de oportunidades de vendas para países árabes como Líbano, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Egito, Arábia Saudita e Iêmen, porém, tem representado uma nova alternativa para impulsionar os negócios.
A Jazam, fabricante de bombons, confeitos, doces de amendoim e de gelatina, iniciou as exportações para o Líbano em 2004. “Enviamos um primeiro pedido, composto por um mix de produtos (confeitos, doces e chocolates). Estamos otimistas pois o Oriente Médio é um mercado muito interessante”, explica Rafael Jubran, gerente de exportações. A empresa tem 15 anos de mercado, mas iniciou as vendas externas há apenas quatro anos.
Também no ano passado, a fabricante de polpas e sucos de frutas Fruteza, com 12 anos de existência e capacidade de moagem de 18 toneladas de fruta por hora, fechou um contrato de exportação com o Líbano. “Exportamos polpa de maracujá, goiaba, manga, acerola e abacaxi. Nosso contrato garante continuidade das exportações para os libaneses em 2005”, comemora Adriano Vitor Quim, gerente de exportações da Fruteza.
De olho no potencial do mercado árabe, a fabricante de biscoitos Xereta, fundada há 36 anos e com 300 funcionários, pretende retomar suas exportações em 2005. A prospecção iniciou pela Arábia Saudita. “Já consegui uma lista de diversos importadores sauditas. Enviei vários e-mails e o próximo passo será o contato telefônico”, conta Guilherme Saggioro, responsável pelo departamento de comércio exterior da empresa.
Pólo de indústrias alimentícias
Com renda per capita de R$ 421, Marília abriga 160 empresas de grande porte que geram 6,5 mil empregos diretos e cerca de 15 mil empregos indiretos na região. Os números, da Associação das Indústrias de Alimentos de Marília (Adima), ilustram a capacidade de produção no setor alimentício do município, que leva o título de "Capital Nacional do Alimento".
Mensalmente, dois mil caminhões deixam a cidade levando produtos fabricados por lá. A receita bruta direta é de R$ 600 milhões ao ano. A cidade possui também um comércio forte. São quase sete mil estabelecimentos comerciais que dão expressão econômica ao município.
De acordo com dados do escritório regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), além do setor alimentício, Marília também conta com indústrias do ramo de metalurgia, gráficas, plásticos e construção civil, totalizando mais de 600 empresas formais.
Contato
Adima
www.foods-adima.com.br
Doces Jazam
www.jazam.com.br
exportação@jazam.com.br
Sucos Fruteza
www.fruteza.com.br
fruteza@fruteza.com.br
Biscoitos Xereta
www.xereta.com.br
xereta@xereta.com.br

