São Paulo – Cusco, no Peru, é conhecida por ser a capital do império inca. A cidade é base de milhares de turistas que chegam de todas as partes do mundo para conhecer as dezenas de ruínas deixadas pelo povo que estendeu seus domínios por mais de quatro mil quilômetros na América do Sul, do Equador ao norte da Argentina, até o início do confronto com os conquistadores espanhóis, em 1532.
No entanto, além do grande patrimônio deixado pela civilização inca, entre eles o sítio arqueológico de Machu Picchu, Cusco guarda também um pouco de herança árabe, que pode ser vista em alguns traços de sua arquitetura mas, principalmente, em uma obra que foi doada pela colônia palestina à cidade: o Cristo Branco.
A obra foi uma iniciativa dos palestinos Manuel Jasaui Facuse e de seu irmão, Federico Jasaui Facuse, e recebeu o apoio de outros membros da colônia árabe. Os irmãos eram comerciantes de seda e tiveram muito sucesso em seu negócio. Para agradecer a cidade de Cusco por seu êxito, antes de deixá-la decidiram construir a estátua, uma cópia do Cristo Redentor carioca.
Feita pelo escultor cusquenho Ernesto Olazo Allende, foi erguida em 1945, com oito metros de altura. Construída em granito e coberta com gesso e mármore, está na região de Sacsayhuaman, rodeada de ruínas. Entre os anos de 1973 e 1974, um jornalista chamado Paliza Bazán mandou colocar redes ao redor da estátua para sua proteção e, desta forma, ela se conserva até hoje.
Depois de passar pelo Cristo, vale a pena dar atenção às ruinas de Sacsayhuaman. Aliás, todos os sítios arqueológicos da região de Cuzco, como Chinchero, Pisac, Moray e Tambomachay, entre outros, retratam um pedaço da história inca, seu modo de vida e seus conhecimentos.
A construção dos templos voltados aos deuses, por exemplo, era feita com pedras encaixadas umas nas outras, como em um jogo de "Lego". Apenas nas casas da população e nos locais com menor importância era usado barro para a junção das pedras.
Os incas também dominavam a agronomia. Em Moray, por exemplo, observa-se uma enorme paisagem formada por círculos de terra e pedra, em diferentes andares. Cada um destes andares, por apresentarem um microclima distinto uns dos outros, era usado para a plantação de diferentes cultivos, como variedades de batatas e milho.
Machu Picchu, principal atração da região, não era o centro do império, mas foi a cidade mais conservada entre o que restou das construções incas. Para chegar até lá é preciso sair de Cusco, chamada de "umbigo do mundo", por ser, ela sim, a capital dos domínios incas, e ir até a cidade de Águas Calientes. De lá, partem dezenas de ônibus turísticos que vão às ruínas.
O santuário tem mais de 32 mil hectares e abriga o que foi o principal templo inca, o "Templo do Sol". O sol era a principal divindade dos incas, que eram politeístas. O nome "inca", aliás, referia-se apenas aos reis do império, que teve início em 1.200. Foram 14 soberanos. O povo era o "quéchua", que até hoje faz parte da população peruana.
Para quem quiser ir além e ver o santuário inteiro do alto de uma montanha, todos os dias são organizadas subidas a Huaynapicchu, com 2,72 mil metros de altura. Se o dia estiver bom, é possível tirar fotos lindas de Machu Picchu lá de cima. No entanto, a subida só é recomendada para quem tiver muito espírito de aventura. Os degraus na montanha são estreitos e, com a chuva, ficam muito escorregadios. Não há guias para realizar a subida e só são permitidos 400 visitantes ao dia.
Serviço:
Hotéis em Cusco:
Luxury Home San Jeronimo Cusco
Avenida Manco Capac, 95 San Jeronimo +51(17)920889
Novotel Cusco
Rua San Augustin, 239 +51(84)581030
Monasterio Cusco
Rua Palacio, 136 +51 (84) 60 4000
Operadora de turismo em Cusco:
Inka World Peru
Av. Garcilaso 208 – 2do Piso +51 (84) 235746

