Marina Sarruf
São Paulo – Os empresários brasileiros do setor de construção civil que estão em missão nos Emirados Árabes Unidos ficaram impressionados ao visitar ontem (27) as obras do Burj Dubai, prédio que pretende ser o mais alto do mundo, em Dubai. "É uma obra de primeiro mundo", afirmou o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, que acompanha o grupo. A delegação, que está no país árabe desde o dia 22 de abril, volta ao Brasil no sábado.
O Burj Dubai terá 705 metros e deverá ficar pronto em dezembro de 2008. A incorporadora do empreendimento é a Emaar Properties, de Dubai, e a coreana Sansung é a responsável pela construção. Segundo Alaby, existem no local 65 gruas (tipo de guindaste) e 15 elevadores de obra. São 3.155 funcionários trabalhando, a maioria da Índia. "Cada andar leva quatro dias para ser construído", disse.
Até agora o prédio já tem 41 andares. A Emaar não divulga quantos andares serão construídos, mas agências de notícias árabes, como a Gulf News, já divulgaram que o prédio terá no mínimo 189 andares. A torre habitada mais alta do mundo atualmente é a Taipei, em Taiwan, com 101 andares e 509 metros de altura. No início deste ano, o Kuwait já anunciou também que vai construir uma torre maior ainda, com um quilômetro de altura, a Mubarak al Kabir Tower.
Em Dubai já existem cinco torres que estão entre as 100 mais altas do mundo, como a Emirates Tower One, que está em 12° lugar no ranking, com 355 metros de altura; a Burj Al Arab, em 20°, com 321 metros; a Emirates Tower Two, 25° e 309 metros; a Century Tower, 56° e 269 metros, e a Chelsea Tower, 90° e 250 metros.
O Burj Dubai vai contar com apartamentos residenciais e o hotel de luxo Trade Mark Armani, da grife Giorgio Armani. Para a construção da laje do hotel, que tem 5,6 mil metros quadrados, foram utilizados 225 mil toneladas de areia. O hotel deverá contar com 250 suítes. Ao redor do Burj Dubai também serão construídos outros grandes projetos, como o Dubai Mall, shopping que pretende ser o maior do mundo, um lago artificial, um conjunto residencial com nove prédios, restaurantes e hotéis. Segundo Alaby, o total investido nesses projetos soma US$ 14 bilhões e quando tudo estiver funcionando vai ser gerado 14 mil empregos.
Oportunidades
De acordo com Alaby, a maior dificuldade que as empresas dos Emirados enfrentam é a falta de construtoras e consultores devido à crescente expansão do país. "Eles acabam contratando construtoras australianas, italianas, chinesas, indianas, norte-americanas e coreanas", afirmou. "Temos muita chance nesse mercado, mas é preciso achar o parceiro certo", completou. Alaby acredita que na volta da viagem, as empresas brasileiras devem continuar os contatos com os árabes para formarem parcerias.

