São Paulo – A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta quarta-feira (18) levantamento em que estima uma aceleração modesta da economia mundial. Esse impulso, segundo a instituição, vem da redução do preço do petróleo e do relaxamento de políticas monetárias em algumas das maiores economias.
A entidade analisou dez países, mais a zona do euro, e prevê um crescimento médio de 4% em 2015 e de 4,3% em 2016. Em relação ao relatório divulgado pela própria OCDE em novembro do ano passado, as projeções foram ampliadas em 0,1 e 0,2 ponto percentual, respectivamente.
A OCDE destaca que o forte consumo interno induz ao crescimento nos Estados Unidos, e isso, junto com a valorização do dólar frente a várias outras moedas, faz aumentar a demanda ao redor do mundo. Além disso, a zona do euro deverá se beneficiar do petróleo em baixa, de estímulos monetários e da depreciação da moeda europeia.
No Japão, estímulos fiscais e monetários criam expectativa de crescimento no médio prazo; na China, espera-se a continuidade de uma desaceleração gradual, de acordo com meta estabelecida pelo governo; ao passo que a Índia, na opinião da organização, será a economia que mais vai crescer nos próximos dois anos entre as maiores do mundo.
Este quadro, porém, não garante a continuidade do crescimento mundial no longo prazo. Para tanto, a OCDE recomenda a adoção geral de políticas fiscais e monetárias equilibradas e a realização de reformas estruturais.
De todos os países avaliados, o Brasil é o único para o qual a instituição prevê crescimento negativo este ano, de -0,5%, com aceleração para 1,2% em 2016. Além do baixo preço das commodities, que afeta também outras economias exportadoras destes produtos, o País passa por momento de aperto monetário e fiscal e enfrenta incertezas políticas. As projeções para o Brasil foram reduzidas em 2 pontos percentuais e 0,8 ponto percentual, respectivamente.
Para os EUA, as estimativas de crescimento são de 3,1% em 2015 e 3% em 2016; no Reino Unido, de 2,6% e 2,5%, respectivamente; no Canadá, de 2,2% e 2%; no Japão de 1% e 1,4%; na zona do euro, de 1,4% e 2%; na Alemanha, de 1,7% e 2,2%; na França, de 1,1% e 1,7%, na Itália, de 0,6% e 1,3%; na China, de 7% nos dois anos; e na Índia de 7,7% e 8%.
Outros países que tiveram as perspectivas de crescimento reduzidas, além do Brasil, foram o Reino Unido, o Canadá e a própria China.


