São Paulo – A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou suas previsões para o crescimento da economia global em 2015 e 2016 e indicou em relatório divulgado nesta quarta-feira (16) que a recessão no Brasil vai ser pior do que o estimado no relatório anterior, publicado em junho. As novas projeções indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro irá encolher 2,8% em 2015 e 0,7% em 2016. Há três meses, a expectativa era de retração de 0,8% neste ano e expansão de 1,1% em 2016.
O documento da OCDE afirma que a recuperação econômica está progredindo nos países ricos, mas a deterioração dos mercados financeiros e a “estagnação” do comércio internacional estão afetando o crescimento da maioria dos países emergentes.
A OCDE afirma que os Estados Unidos voltaram a crescer, assim como a União Europeia, mesmo que os países europeus estejam se recuperando da crise mais lentamente do que o imaginado. O Japão também está no rumo do crescimento, na avaliação da OCDE, que é formada pelas 34 maiores economias mundiais.
A instituição afirma, porém, que a China é uma incógnita, em referência ao fato de que o país tem apresentado um crescimento menor do que o esperado e às turbulências nas bolsas de valores do país asiático. Diz também que nações que mantêm laços comerciais estreitos com a China e que são dependentes da exportação de commodities poderão sofrer “efeitos colaterais” mais profundos que as outras nações.
“Alguns grandes mercados emergentes têm sentido os ventos contrários de eventos especificamente domésticos e de (eventos) internacionais. Brasil e Rússia estão passando por profundas recessões com uma inflação relativamente elevada”, afirma o documento. A OCDE disse que esses dois países poderão ter alguma melhora de suas economias se os preços das commodities não caírem mais.


