Brasília – A Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) confirmou nesta terça-feira (28) a manutenção do status sanitário do Brasil como de “risco insignificante”, o mais baixo que pode ser atribuído, para a Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como mal da vaca louca. A decisão, anunciada em reunião plenária, confirmou o parecer técnico da Comissão Científica da OIE, que, em fevereiro deste ano, concluiu que o caso identificado no Paraná não representou risco à saúde pública e animal do país, nem de seus parceiros comerciais. Uma fêmea portadora do agente causador do mal da vaca louca morreu em 2010 sem desenvolver a doença. O caso só foi revelado em 2012.
Segundo o Ministério de Relações Exteriores, o governo forneceu todas as informações disponíveis sobre o caso e prestou esclarecimentos, o que levou à decisão desta terça-feira. Em nota, o ministério informou que foram realizadas gestões por meio da rede de 139 embaixadas do Brasil no exterior, de debates em organismos internacionais e do envio de missões a diversos países para discutir relatórios técnicos sobre o caso.
Ao todo, 17 países e territórios anunciaram algum tipo de restrição a produtos brasileiros de origem bovina. O governo informou que, com a decisão desta terça-feira, espera que se normalize plenamente o comércio de carne bovina com os parceiros comerciais que impuseram restrições ao produto brasileiro.
*Com informações da redação

