Marina Sarruf
São Paulo – O Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, se transformou em um palco do artesanato mundial. Desde o final da última semana, a Fennearte, maior feira de artesanato da América Latina, reúne mil expositores do Brasil e de outros dez países. O Egito integra a mostra.
Também Quênia, Bolívia, Peru, Argentina, Uruguai, Indonésia, Paraguai, Paquistão e Turquia mostram seu trabalho. "A cada ano tentamos trazer novos expositores internacionais. Eles atraem o público com seus artesanatos locais", afirmou o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Guilherme Cavalcanti, um dos organizadores da feira.
Entre os produtos internacionais expostos estão peças decorativas, como estatuetas, cristais, roupas típicas, vasos, almofadas e tapetes. A maioria dos expositores já participou de edições anteriores e afirma que o artesanato estrangeiro agrada o público. Os preços das peças variam de R$ 1, caso de porta incensos, até R$ 700, como os vasos egípcios. No estande do Egito, por exemplo, o importador Sharon Lynn já vendeu quase tudo que levou para feira.
A mostra, que começou na sexta-feira passada (07 de julho), deverá gerar mais de R$ 16 milhões em negócios. A expectativa é atrair 160 mil visitantes, o que representará um aumento de quatro mil pessoas em relação à edição anterior. Além dos 10 países participantes, a feira conta com expositores de todos os estados brasileiros. "Essa é a primeira vez que conseguimos juntar expositores de todo o Brasil", disse Cavalcanti.
De acordo com ele, 70% dos expositores são do nordeste brasileiro. São os próprios artesãos que ficam nos estandes. "Muitos produtores estão ligados a cooperativas e associações, outros estão na mostra por conta própria. Há de tudo um pouco", afirmou Cavalcanti. Os produtos expostos variam de objetos para decoração, utensílios para o dia-a-dia até rendas e bordados.
Segundo Cavalcanti, a Fennearte foi criada no ano de 2000 para o consumidor final. No entanto, atualmente, ela já é o principal local de encontro para lojistas e distribuidores. Na primeira edição, a feira contou com a participação de 600 expositores. No ano passado esse número cresceu para 1.831. "A feira é uma grande celebração da cultura popular. Já para o artesão é uma grande oportunidade porque abre portas para ele vender o ano todo", disse.
Exportações
Na Fennearte, os expositores interessados em começar a exportar contam com um balcão de orientação "Aprendendo a exportar", que é supervisionado pela Agência de Desenvolvimento Econômico em parceria com a Rede Agentes de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e com apoio do Sebrae, Correios e Banco do Brasil.
De acordo com Cavalcanti, não existem dados oficiais de quanto o Brasil exporta de artesanato. "Se um produtor exporta renda ou bordado, por exemplo, conta como vendas da indústria têxtil, por isso é difícil calcular quanto exportamos", explicou. No entanto, Cavalcanti disse que o artesanato brasileiro já é exportado para Europa e Estados Unidos.
No primeiro semestre de 2006, Pernambuco exportou US$ 356 milhões, em todos os gêneros, alimentício, vestimenta, móveis, utensílios, acessórios e artesanato, segundo dados do MDIC. Em 2005, o município que mais exportou foi o Cabo de Santo Agostinho, seguido de Recife e Petrolina.
Serviço
Fennearte
Data: 7 a 16 de julho
Local: Centro de Convenções de Pernambuco
Horário: Das 14hs às 22hs

