São Paulo – O Fluminense e Omã poderão concretizar nos próximos meses uma parceria entre as categorias de base do futebol do clube carioca e do país árabe. A proposta foi discutida durante uma visita que o embaixador de Omã em Brasília, Khalid Salim Al Jaradi, e o executivo de relações governamentais da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour, fizeram à sede do clube nas Laranjeiras, no Rio de Janeiro, na semana passada (24).
Durante o encontro, o embaixador e o vice-presidente de Relações Institucionais do Fluminense, Alexey Dantas, discutiram a possibilidade de fazer a parceria. “O embaixador veio conhecer o Fluminense, que é referência no futebol brasileiro, que, por sua vez, é muito bem visto em países ainda incipientes no futebol. Eles querem uma parceria institucional para cooperação e intercâmbio que pode ser feita de diferentes formas”, afirmou Dantas.
Essa parceria pode envolver intercâmbio entre jogadores que ainda não são profissionais, qualificação dos atletas e de integrantes de comissões técnicas. O que será feito, contudo, ainda não está decidido. Nas próximas semanas, o Fluminense enviará um projeto para a Embaixada de Omã, que entregará ao clube carioca uma apresentação sobre o país.
Se a parceria for feita, os atletas da base de Omã deverão ficar no centro de treinamento que o Fluminense tem em Xerém, em Duque de Caxias, a cerca de 50 quilômetros da capital fluminense. É onde treinam jovens jogadores do atual campeão brasileiro. Existe também a possibilidade de um brasileiro jogar uma temporada no país árabe.
“É uma ocasião em que os dois saem ganhando. A gente tem a chance de internacionalizar a nossa marca e eles têm a oportunidade de aprender conosco”, disse Dantas. O vice-presidente do Fluminense afirmou que o clube já tem uma parceria com o Vélez Sarsfield e outra com o Hajduk Split, da Croácia. Também negocia contratos com equipes da China e dos Estados Unidos.
Na viagem que fez ao Rio de Janeiro entre os dias 22 e 24, o embaixador de Omã se reuniu também com o presidente da Vale, Murilo Ferreira. A mineradora tem uma usina de pelotização de minério de fero em Omã. Jaradi teve reuniões ainda na Petrobras, Fundação Getúlio Vargas (FGV), governo do Rio de Janeiro e na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

