São Paulo – O Oriente Médio aumentou sua importância como destino das autopeças fabricadas pela indústria brasileira Fras-le. A região, onde fica boa parte dos países árabes, absorveu 3,7% das exportações da empresa no primeiro trimestre do ano passado e 4,1% no mesmo período deste ano. O aumento foi de quatro pontos percentuais. Mas a África, outra região do mundo onde ficam países árabes, caiu de uma participação de 5,7% para 3%.
No geral, as exportações da companhia recuaram 10,2% de janeiro a março deste ano sobre os mesmos meses de 2014, segundo informações divulgadas pela empresa na terça-feira (12) ao final do dia. A empresa teve receita de US$ 21,1 milhões com as vendas internacionais no primeiro trimestre de 2015 e de US$ 23,5 milhões em igual período do ano passado.
A empresa informou que essa oscilação em dólares ocorreu por causa de fatores como a postergação da demanda no mercado norte-americano, fatores estruturais como greves e atrasos nos embarques, assim como conflitos internacionais e instabilidade econômica em alguns países. As nações do Nafta respondem pela maior parte das exportações da Fras-Le, com 59,6% do total, a América do Sul corresponde a 23,3% e a Europa por 5,1%. Por país, os Estados Unidos abocanham 45% do exportado a partir do Brasil.
A Fras-le mantém diversas operações no exterior e o seu faturamento total com o mercado internacional (exportação e receita das unidades em outros países) também caiu no trimestre. O recuo, porém, de 3,9%, foi menor que o das vendas externas individualmente. A receita total ficou em US$ 34,2 milhões no começo deste ano contra US$ 35,6 milhões nos primeiros três meses do ano passado. Do faturamento, US$ 13,1 milhões vieram das unidades controladas.
A empresa, cuja sede fica na cidade gaúcha de Caxias do Sul, tem uma subsidiária nos Estados Unidos, responsável por outra unidade industrial, além de um escritório comercial e um centro de distribuição. A companhia ainda mantém uma fábrica na China e escritórios na Europa, Chile, África do Sul e Emirados Árabes Unidos.
Segundo relatório da empresa, o primeiro trimestre deste ano foi marcado por cenário de fragilidade no mercado doméstico, refletindo a redução da atividade industrial verificada desde o ano passado. A companhia afirma que, no período, concentrou seus esforços em aumentar desempenho do portfólio de vendas, implementar ações de reestruturação operacional e de mercado para consolidar sua posição no exterior, aumentar o ganho de eficiência e de margens, além dos retornos para os investimentos feitos.
A receita bruta total da Fras-le ficou em R$ 279,4 milhões de janeiro a março, 7,7% maior do que primeiro trimestre do ano passado. O lucro bruto consolidado atingiu R$ 56,5 milhões, com crescimento de 5,8%. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia ficou em R$ 33,1 milhões e também avançou, em 16,1% sobre os primeiros três meses de 2014.


