São Paulo – A região do Oriente Médio respondeu por 3,5% das vendas da Vale no ano passado. A mineradora brasileira divulgou seu balanço financeiro na quinta-feira (23), com um crescimento de 14,7% na receita operacional liquida, que alcançou US$ 29,36 bilhões – alta creditada aos maiores preços de venda de minério de ferro e pelotas, bem como aumento no volume desses metais.
Segundo o relatório divulgado pela companhia, as vendas para o Oriente Médio somaram US$ 967 milhões no ano passado, praticamente estável em relação aos US$ 969 milhões registrados em 2015. Os países da região compraram 9 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas da Vale, volume 7,6% inferior às 9,8 milhões de toneladas de 2015.
A participação do Oriente Médio no volume de minério comercializado ficou em 2,6%, 0,3 ponto porcentual abaixo da registrada em 2015.
A Vale possui uma operação de pelotização de minério de ferro e um centro de distribuição em Sohar, no Omã. A usina produziu 2,5 milhões de toneladas no quarto trimestre do ano passado, volume recorde para o período – e 63,3% acima do produzido no mesmo período de 2015, quando a unidade precisou fazer paradas de manutenção.
A companhia destacou no relatório que registrou forte desempenho econômico-financeiro no ano passado, com desempenho operacional sólido e alguns recordes anuais de produção, como minério de ferro (348,8 milhões de toneladas), níquel (311 mil toneladas), cobre (453,1 mil toneladas), cobalto (5,8 mil toneladas) e ouro como subproduto de concentrado de cobre e de níquel (438 mil onças).
O lucro líquido da Vale somou US$ 3,982 bilhões, que se compara a um prejuízo de US$ 12,129 bilhões em 2015. A diferença de US$ 16,111 bilhões de um ano para outro deveu-se, segundo a minerada, à maior margem EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), de US$ 5,1 bilhões; a ganhos maiores com a variação cambial (US$ 10,629 bilhões) e ao menor “impairment” (deterioração) de ativos não circulantes e contratos onerosos (US$ 6,014 bilhões).
Pesaram no lado oposto os impostos maiores no período (US$ 7,251 bilhões) devido ao lucro líquido registrado.


