Geovana Pagel
São Paulo – Pedras brasileiras semipreciosas, prata 950, cerâmica esmaltada, latão banhado em níquel, prata velha e cobre velho são a matéria-prima das jóias e bijuterias confeccionadas pela Arte Rupestre, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Os anéis, brincos, colares e braceletes confeccionados um a um, artesanalmente, podem chegar ao mercado externo nos próximos meses.
De acordo com Julianete Moreira de Azevedo, responsável pela captação de novos clientes, a grande meta da Arte Rupestre para esse ano é a conquista de novos clientes no Brasil e no exterior. Tanto que as peças já estão expostas no balcão de negócios do site do Banco do Brasil. "Um importador americano levou nosso catálogo virtual para os Estados Unidos há alguns dias. Também temos alguns contatos na Itália, Espanha e Inglaterra", conta Julianete.
Segundo ela, as influências do design tanto da bijuteria como da linha de anéis em prata 950 são o barroco, o rococó e a filigrana, todos presentes no artesanato mineiro. "O artesanato e o trabalho manual sempre estiveram presentes na família. A união da técnica de ourivesaria com a influência do artesanato faz com que bijuteria da Arte Rupestre tenha uma característica de bijuteria fina, de um artesanato meio jóia. Já a prata, é uma jóia meio artesanato que foge da linha clássica de jóias", explica.
De acordo com Julianete, o nome Arte Rupestre foi escolhido pelo irmão e ourives da marca, Jenilson Moreira de Azevedo, pelo fato da palavra "rupestre" remeter ao primitivo, ao artesanal, àquilo que é feito à mão.
História
Jenilson é ourives há dez anos. Formou-se na Escola Mineira de Joalheria. "Comecei como aprendiz de ourives numa grande empresa de jóias de Belo Horizonte, a Séculus S.A.", conta. No início da carreira de ourives, ele trabalhava com a linha mais clássica de jóias, produzindo para outras empresas. "Paralelamente, eu produzia peças chapeadas em ouro que eram vendidas por representantes", lembra. Dentre os vários cursos e pesquisas de ourivesaria realizados por Jenilson, destaque para a técnica italiana de esmaltação de ouro.
Após algum tempo Jenilson começou a trabalhar também com esmaltação de cerâmica. "Minha intenção era criar adornos originais para acessórios", destaca. Desta pesquisa surgiram botões de cerâmica que, infelizmente, não se mostraram comercialmente viáveis. Porém, dos botões o ourives chegou ao que hoje chama de "cabuchão de cerâmica" que são as pedras utilizadas na bijuteria da Arte Rupestre. Essas "pedras" passam por um processo de queima o que as tornam resistentes ao impacto.
Doze dos dezessete modelos de anéis da linha de bijuterias são ajustáveis, permitindo ao cliente adquirir o modelo sem se preocupar com o encaixe perfeito do anel. Os anéis e alianças de prata são todos feitos em prata 950 e cada peça passa por um tratamento de acabamento manual o que dá à mesma um toque artesanal e especial.
Contato
Telefone: 55 (31) 3371-5605
E-mail: arterupestre@gmail.com
Site: http://arterupestre.sites.uol.com.br

