Emirates News Agency*
Dubai – Os países do Golfo devem substituir a Europa e os Estados Unidos como principais produtores de amônia e uréia do mundo, segundo fontes da indústria. Estima-se que haverá falta de amônia devido ao fechamento de fábricas na Europa e nos Estados Unidos por causa dos altos preços do gás natural, dizem os especialistas.
"A região do Golfo, onde o gás natural é abundante, pode produzir e exportar amônia a preços muito competitivos", declarou Humaid Bin Nasser Al Naeemi, presidente da Oman Chemicals and Pharmaceuticals LLC (OCPL), uma das principais empresas farmacêuticas de Omã.
"O gás natural é a matéria-prima usada na produção de amônia e muitas plantas na Europa e nos Estados Unidos sentem que os altos custos do produto estão deixando sua importação proibitiva", disse Naeemi. "Por esta razão achamos que os países do Golfo podem se transformar em grandes produtores de derivados do gás natural."
A OCPL, que já está montando sua primeira fábrica de amônia na Zona Franca Hamriya, no emirado de Sharjah, devido ao porto que há no local, anunciou planos para construir uma segunda planta em Omã um ano após o início das operações da planta de Sharjah.
Produzindo sua própria amônia e uréia, a OCPL reduzirá seus custos de produção de penicilina semi-sintética em até 35%, explicou o executivo. A OCPL também pretende exportar o produto para ooutros países do Oriente Médio, para o Norte da África, Europa e Estados Unidos.
As principais indústrias que utilizam amônia são as de fertilizantes, uréia, fosfato de amônia e nitrato de amônia, entre outras. "Além do mais, a amônia líquida (35% da produção) também pode ser usado em indústrias intermediárias e farmacêuticas como a nossa," declarou Naeemi.
*Tradução de Mark Ament

