Emirates News Agency*
Dubai – O setor hospitalar dos países do Golfo Arábico deve movimentar US$ 60 bilhões até 2025 e a demanda por leitos deve dobrar. Para suprir essa demanda, os países do Golfo Arábico vão investir cerca de US$ 10 bilhões na construção de hospitais no período, sem incluir o aparelhamento dos mesmos.
O país que vai investir o maior valor no setor é a Arábia Saudita, com cerca de US$ 6,5 bilhões, segundo dados estatísticos compilados pela consultoria Proleads. "Os governos dos países do Golfo Arábico estão chamando empresas internacionais para criar centros médicos na região e serão necessários muitos novos centros no futuro próximo", declarou Simon Page, diretor da IIR Middle East, empresa que organiza a feira médica Arab Health.
O segundo país com maior investimento previsto no setor é o Catar, com US$ 1,5 bilhão. Já os Emirados Árabes Unidos, com nove projetos hospitalares, devem aplicar US$ 596 milhões nas construções; o Kuwait US$ 428 milhões em quatro hospitais; e o Bahrein US$ 130 milhões em um novo hospital.
Segundo a consultoria McKinsey, "nenhuma outra região do mundo apresenta crescimento tão rápido na demanda". Para a consultoria, somente na Arábia Saudita e Emirados serão necessários 162 mil novos leitos até 2025.
Feira Arab Health
Entre os dias 28 e 31 de janeiro de 2008, vai ocorrer em Dubai a feira Arab Health, que deve receber mais de 2,3 mil expositores de 65 países e mais de 50 mil profissionais do setor médico. A Arab Health tem apoio do Ministério da Saúde dos Emirados, do Departamento de Saúde de Abu Dhabi e do Departamento de Saúde e Serviços Médicos de Dubai.
Na edição de 2007 da feira, que foi de 28 de janeiro a 01 de fevereiro, estiveram presentes 34 empresas brasileiras do setor. A participação do Brasil foi organizada pela Associação Brasileira de Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratório (Abimo) em parceria com a Agência de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Entre os produtos brasileiros expostos na feira estavam agulhas e seringas, instrumentais cirúrgicos, implantes ortopédicos, próteses de silicone, estojos para esterilização, incubadoras para recém nascidos, berços aquecidos, aparelhos para anestesia e respiradores pulmonares.
*Tradução de Mark Ament com informações da redação da ANBA

