São Paulo – O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) pediu na quinta-feira (15) US$ 75 milhões para que possa continuar a prover serviços básicos aos cerca de cinco milhões de palestinos assistidos pela instituição. À Rádio ONU, o comissário-geral do UNRWA, Filippo Grandi, afirmou que sem esse dinheiro não é possível operar, por exemplo, escolas e hospitais. "O funcionamento de escolas e clínicas de saúde depende do dinheiro. Sem ele, as crianças não vão à escola. É muito prático", afirmou.
Embora tenha dito que qualquer país possa ajudar o UNRWS, Grandi apelou para doações dos países em desenvolvimento, em especial de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em dezembro de 2011 o Brasil anunciou que doaria US$ 7,5 milhões. No começo deste ano, os Estados Unidos se comprometeram a repassar US$ 55 milhões ao UNRWA.
Mesmo essas doações não foram suficientes para ajudar a instituição. Em janeiro, a vice-comissária do UNRWA, Margo Ellis, disse que outros US$ 300 milhões seriam necessários para prover segurança alimentar, assistência financeira, para gerar empregos, garantir acesso à água e ao saneamento básico, educação, serviços de saúde e abrigo. O UNRWA também oferece assistência jurídica aos refugiados e constrói escolas para as crianças. Os refugiados estão na Síria, Líbano, Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jordânia.
Segundo Grandi, os programas da instituição ajudam no desenvolvimento de 500 mil crianças. "Os doadores sabem que crianças fora da escola são um elemento de instabilidade. Agora e no futuro crianças na escola não podem garantir a paz, mas certamente podem contribuir para ela", afirmou.

