São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe Brasileira poderá dar treinamento para funcionários de entidades semelhantes da Palestina. A proposta surgiu durante a visita do CEO da instituição, Michel Alaby, à Cisjordânia, na semana passada. Ele discutiu o assunto com representantes da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria Palestinas e das câmaras de Belém, Hebron e Nablus.
"[O treinamento] consistirá em entender o mercado brasileiro, as instituições empresariais e como negociar produtos palestinos no Brasil", afirmou o executivo. A ideia é realizar o programa no primeiro semestre de 2013, com a vinda de técnicos das entidades árabes a São Paulo.
Os palestinos querem aproveitar as oportunidades abertas pelo acordo de livre comércio assinado pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) e o Mercosul no final do ano passado. O tratado ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos dos países envolvidos, mas está prevista a desgravação imediata, quando da ratificação, de produtos exportados pelo país árabe como azeitonas, azeite de oliva, tâmaras, mármores, granitos e artesanato religioso.
Os desdobramentos do acordo com o bloco sul-americano foram um dos principais temas tratados por Alaby com integrantes do governo e empresários palestinos. Foram propostas também a realização de missão empresarial palestina ao Brasil e a organização de uma feira brasileira na Cisjordânia no próximo ano.
Além de vender ao mercado brasileiro, os empresários palestinos querem ampliar seu leque de fornecedores no Brasil, para importar itens como carnes, chocolates, madeiras, entre outros. Outra atividade que os palestinos pretendem promover é o turismo.

