São Paulo – O Papa Leão XIV, líder máximo da Igreja Católica, encerrou nesta terça-feira (2) a sua viagem ao Líbano, a primeira internacional e a primeira a um país árabe do pontífice, que foi eleito em maio deste ano. Antes do Líbano, onde desembarcou no dia 30 de novembro, o Papa visitou a Turquia, que também fica no Oriente Médio, mas não é um país árabe.

No último pronunciamento de Leão XIV no Líbano, ele falou sobre paz e diálogo. “As armas matam. A negociação, a mediação e o diálogo edificam. Escolhamos todos a paz como caminho, não apenas como meta”, disse, em cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional Rafiq Hariri, de Beirute, na presença do presidente do Líbano, Joseph Aoun.
Leão XIV exaltou o povo libanês. “Estivemos juntos, e estar juntos, no Líbano, é contagiante: aqui encontrei um povo que não gosta do isolamento, mas do encontro”, disse. “Assim, se chegar significava entrar delicadamente na vossa cultura, deixar esta terra é levar-vos no coração”, falou, mencionando a expectativa de que o espírito de fraternidade e compromisso em prol da paz esteja em todo o Oriente Médio.
O líder da Igreja Católica disse que a visita foi um desejo do Papa Francisco realizado, já que o papa argentino queria ter estado no Líbano. “Na verdade, ele está conosco, e acompanha-nos na companhia de outras testemunhas do Evangelho que nos esperam no abraço eterno de Deus: somos herdeiros do que eles acreditaram, da fé, da esperança e do amor que os animaram”, falou, segundo notícia do Vatican News.
No Líbano, o papa teve vários compromissos, entre eles missa na capital libanesa para cerca de 150 mil pessoas; oração no Porto de Beirute, local de uma explosão em 2020; visita ao Hospital de la Croix que tem como pacientes 800 deficientes mentais e doentes psiquiátricos; encontro com lideranças religiosas cristãs e muçulmanas na Praça dos Mártires; oração no túmulo de São Charbel Maklūf; encontro com os bispos no Santuário de Nossa Senhora do Líbano em Harissa, celebração com jovens em Bkerké, entre outros.
Leia também:
Plataforma propõe narrativa ética sobre Palestina


