São Paulo – Do município de Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, saem algumas das vestimentas que mulheres de Dubai e de Beirute usam para dormir. A Yasmin Lingerie, fábrica de camisolas, pijamas, calcinhas e sutiãs da cidade fluminense, exporta para os Emirados Árabes Unidos e para o Líbano. A empresa produz uma linha sexy de roupas para a noite e os dois países compram as mais sensuais, que levam adereços como bijuterias em tons dourados e prateados ou cristais Swarovski, diz o diretor administrativo da empresa, Amin Ahmed Mazloum.
A Yasmin Lingeries produz ao redor de 12 mil peças por mês. O carro-chefe são as camisolas e pijamas sensuais, sendo que as calcinhas e sutiãs são feitos para compor os conjuntos. Os produtos são elaborados com matérias-primas sofisticadas e variadas como seda, cetim, chiffon, liganet, tules e organzas, que são complementados com os bordados e as rendas. “São peças para usar com elegância e estar sexy”, relata Mazloum, que é descendente de libaneses.
Do total fabricado pela Yasmin, ao redor de 5% é exportado. Os maiores compradores no exterior, conta Mazloum, são Estados Unidos, Angola e Emirados. Também há vendas para França, Portugal e Líbano, mas em proporção menor. O diretor administrativo, que também é o fundador da empresa, conta, no entanto, que as exportações foram bem maiores, entre os anos de 2002 e 2008, quando chegaram a representar 20% da produção.
Atualmente, Mazloum não acredita em aumento de exportação. O motivo é a crise econômica internacional. O executivo conta que o real valorizado também afetou as vendas e a empresa começou a se voltar mais para o mercado interno. Com isso, acabou perdendo parte dos clientes lá fora. Além disso, a concorrência anda muito acirrada no exterior, afirma Mazloum. “As pessoas estão muito empreendedoras, não só no Brasil, mas no mundo todo”, diz.
O diretor administrativo acredita que há espaço apenas para manter as exportações no patamar atual, inclusive para os árabes. Mazloum relata que no mundo árabe há dois públicos consumidores, a classe bem alta, que quer grifes famosas europeias, e a mais popular, que compra produtos mais baratos. “Nosso produto não se encaixa.” Desta forma, muitas das peças que ele exporta aos distribuidores em Dubai acabam indo para países da África.
Mas também há consumo local das peças da Yasmin Lingerie. Tanto que os compradores da marca, em Beirute e Dubai, são distribuidores e também lojistas. Mazloum acredita que no Líbano há compradoras das camisolas e pijamas da Yasmin nos dois segmentos, entre as mulheres de renda maior, que compram para substituir as peças de grifes europeias, e as de renda menor, que fazem a aquisição para “fazer um charme” eventual.
No mercado interno, os planos da Yasmin são de crescimento. A empresa tem duas lojas, ambas na cidade de Nova Friburgo, e tem intenção de abrir outras unidades. Mazloum, no entanto, ainda não tem detalhes do projeto. A Yasmin Lingerie mantém 80% da sua produção na sua fábrica em Nova Friburgo e os demais 20% são terceirizados. A empresa tem 50 funcionários e foi criada há 12 anos por Mazloum e sua mulher, Maria Luiza.
Nascido em São Paulo, o descendente de libaneses chegou a morar cinco anos no Egito, onde trabalhou no Ministério de Relações Exteriores, e outros dois no Líbano, onde atuou na área na qual é formado, em Farmácia. Era a década de 1980. No começo dos anos 90 ele voltou para o Brasil. Primeiro teve uma confecção em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde abriu uma distribuidora de tecidos com um antigo fornecedor. Depois de dois anos do negócio, Mazloum resolveu deixá-lo e abrir a Yasmin Lingerie.
Contato
Yasmin Lingerie
Telefone: +55 (22) 2522-5178
Site: www.yasminlingerie.com.br

