Omar Nasser, da Fiep*
Curitiba – A partir da temporada 2008/2009, a cidade de Antonina, situada no Litoral do Paraná, poderá se constituir em mais uma opção para os turistas que viajam de navio pelas costas brasileiras. Programa envolvendo o governo do estado, prefeitura e iniciativa privada prevê investimentos de R$ 12 milhões para aprimorar o receptivo turístico e a infra-estrutura local.
“Precisamos de portos novos para mostrar aos nossos passageiros. Atualmente, estamos restritos a cerca de dez portos e no Paraná ainda não temos uma opção. Esta pode ser uma boa parceria”, observa o vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas Marítimas (Abremar), René Hermann.
Hermann acompanhou o presidente da Abremar, Eduardo Vampré do Nascimento, em visita recente a Antonina, para conhecer as atrações e o potencial turístico da região. A estrutura é apontada por Nascimento como primordial para a abertura do mercado de cruzeiros no Paraná. Segundo ele, um passageiro de cruzeiro marítimo chega a gastar entre US$ 140,00 e US$ 150,00 por dia em restaurantes, lojas e outros atrativos, o que significa um grande impulso econômico para a região. No entanto, sem alternativas turísticas, a média chega a US$ 30. “Temos que ter estrutura para encantar os turistas”, explica.
Situada no interior da baía de mesmo nome, próxima a Paranaguá, a cidade está a 80 quilômetros de Curitiba. Fundada em 1714, conta com casario colonial, além de atrações naturais como a Ponta da Pita e um grande número de ilhas. A partir de Antonina, os turistas podem dirigir-se às praias do litoral paranaense, às reservas ecológicas existentes na região e conhecer outros pontos de interesse, como a Ilha do Mel.
Antonina já conta um terminal, denominado “Barão de Teffé”. Em 2006, o porto movimentou um total de 577,5 mil toneladas de carga geral, como açúcar, madeira, congelados, ferro, sal, celulose, entre outros produtos. A idéia, agora, é criar um atracadouro seguro e viável para acolher turistas. “Antonina tem um perfil mais turístico e esperamos incluir o Paraná no roteiro dos nossos navios. A costa brasileira tem poucas baías e a do Paraná é uma forte candidata para convencermos as companhias que compõem a Abremar”, revelou o presidente da entidade.
Estimativas da Abremar afirmam que, em 2007, o mercado de cruzeiros no Brasil terá um crescimento de 20% em relação ao ano passado. A expectativa é que, até dezembro, 400 mil passageiros embarquem em cruzeiros pela costa brasileira. São estes números que incentivam a administração portuária a apostar no terminal “Barão de Teffé” como ponto de atracação de transatlânticos.
*Omar Nasser, da Fiep

