Omar Nasser, da Fiep*
Curitiba – A sucursal paranaense da Câmara de Comécio Árabe Brasileira, em conjunto com a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), pretende enviar uma missão de empresários do estado a países árabes em março do ano que vem. Por enquanto estão sendo feitos os levantamentos preliminares sobre o número de pessoas que participarão e quais os países a serem visitados. Informações mais detalhadas estarão sendo divulgadas em breve, avisa o diretor da Câmara Árabe no Paraná, Kamal David Curi.
A iniciativa faz parte das comemorações dos 20 anos de instalação do escritório paranaense da entidade. Inaugurada em novembro de 1985, a sucursal da CCAB consolidou-se como importante ponto de apoio para os empresários do Paraná interessados em criar e manter um relacionamento comercial com os 22 países da Liga Árabe. "Começamos do zero e hoje temos cerca de 1.800 empresas exportadoras e importadoras", assinala Curi, que está à frente do escritório desde a sua implantação.
Membro da União Geral das Câmaras de Comércio, Indústria e Agricultura dos Países Árabes, braço comercial da Liga dos Estados Árabes, a Câmara tem por função principal facilitar o acesso dos exportadores brasileiros ao mercado do Oriente Médio e Norte da África e o contato dos importadores da região com fornecedores do Brasil. Além de divulgar as oportunidades de negócios entre as duas regiões, a entidade emite certificado de origem para exportação aos países árabes.
Entusiasta do relacionamento comercial do Paraná com o mundo árabe, o dirigente revela números que comprovam a importância que os países do Oriente Médio e Norte da África têm para a indústria paranaense: as exportações de carne de aves e derivados, por exemplo, atingiram o valor de US$ 204 milhões entre janeiro e agosto deste ano, um aumento de 13% em relação a igual período de 2004. Produtos do complexo soja, como óleo e farelo, além de carne bovina e cereais, também estão entre os itens exportados.
Há espaço, contudo, para diversificação. Nos últimos 20 anos a economia paranaense diversificou-se, contando hoje com um importante pólo automobilístico em torno de Curitiba, formado por montadoras como a Volvo, Renault, Volkswagen/Audi, Ford/New Holland e uma centena de indústrias de autopeças. Café solúvel e outros alimentos industrializados, móveis, máquinas agrícolas, artigos de vestuário e em madeira, como portas, caixilhos e esquadrias, também podem conquistar os árabes. "Nossos produtos são sempre bem aceitos", afirma Curi.
*Federação das Indústrias do Estado do Paraná

