Omar Nasser, da Fiep*
Curitiba – O governo do Paraná anunciou ontem (24) um pacote de investimentos de R$ 18,2 bilhões. Denominado Política de Desenvolvimento Econômico do Paraná (PDE), ele contempla as áreas de apoio à indústria, infra-estrutura, educação, saúde e segurança. Os recursos serão desembolsados ao longo dos próximos três anos e meio.
Somados aos R$ 10 bilhões anunciados, no início deste ano, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o total de investimentos no Paraná chegará próximo dos R$ 30 bilhões, até 2011.
Destino
Do volume total de recursos da PDE, 55,3% – ou R$ 10 bilhões – serão destinados a investimentos nos setores de infra-estrutura urbana, energia e logística de transporte. Em seguida vêm ciência e tecnologia, educação, saúde e meio-ambiente, que dividem 19% do total de recursos – R$ 3,5 bilhões. Investimentos em agricultura (10,8%), indústria (10,4%) e justiça, segurança pública e modernização do Estado (4,6%) completam o quadro.
Os R$ 18,2 bilhões virão dos orçamentos da administração direta e indireta, autarquias e empresas estaduais. Deste valor, 44,7% – o equivalente a R$ 8,1 bilhões – são considerados investimentos "transversais", ou seja, têm grande repercussão na economia de todo o Paraná. É o caso dos investimentos nos Portos de Paranaguá e Antonina, que receberão R$ 940 milhões, e da construção da Hidrelétrica de Mauá, que receberá R$ 1,78 bilhão.
Eixos estratégicos
Conforme diagnóstico elaborado pelos técnicos do governo estadual, os recursos serão destinados, prioritariamente, às regiões consideradas "deprimidas", ou seja, que concentram a população mais pobre do Paraná. Os programas da PDE visam a incentivar as produções agrícola e industrial, com ações para melhorar a infra-estrutura urbana, de logística, transporte e energia. Também estão previstos programas para garantir à população o acesso à justiça, segurança, saúde, educação, ciência e tecnologia.
Para traçar o perfil do desenvolvimento econômico do estado, os técnicos fizeram um levantamento da situação dos 399 municípios do Paraná. O território foi dividido em 29 regiões, levando em conta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada uma delas. Também foram apontados o grau de dinamismo econômico e as regiões que podem ter o desenvolvimento estimulado.
Conforme os dados apontados pelas pesquisas realizadas em cada área, a área Leste do Paraná, que inclui a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral do estado, ficará com 21,72% dos R$ 18,2 bilhões da PDE. A região mais pobre do estado, a do Centro Expandido — que inclui o Vale do Ribeira e o Norte Pioneiro — receberá 10,81% de todos os recursos, seguida pelas regiões Norte (8,45%), Noroeste (5,85%), Oeste (5,33%) e Sudoeste (2,96%).
*Federação das Indústrias do Estado do Paraná

