São Paulo – Um parque tecnológico da cidade gaúcha de São Leopoldo, que agrega 55 empresas do segmento, começou as conversas para desenvolver cooperação e intercâmbio com o Dubai Silicon Oasis, zona franca dos Emirados Árabes Unidos focada em alta tecnologia. A gerente executiva do Tecnosinos, Susana Kakuta, esteve em Dubai no mês de outubro e se encontrou com representantes do empreendimento.
"Foi uma primeira conversa. Trocamos informações. A ideia é que evolua para um acordo", afirmou Susana, em entrevista por telefone à ANBA. A gerente esteve no país árabe para participar da Gitex Technology Week, feira de tecnologia que ocorreu em outubro em Dubai, em um estande coletivo de empresas do Rio Grande do Sul.
O Dubai Silicon Oasis e o Tecnosinos, porém, têm formatos diferentes. O parque gaúcho é de iniciativa privada, enquanto que o de Dubai é estatal e funciona como uma zona franca, com, por exemplo, isenção de tributos. Ele está integrado a um projeto maior de uma zona de 7,2 quilômetros quadrados, incluindo, além do parque tecnológico, áreas residenciais, empreendimentos de educação, saúde, lazer e serviços.
De acordo com Susana, o objetivo de uma cooperação com o Dubai Silicon Oasis, além de fomentar negócios e oferecer a empresas brasileiras uma âncora para atuação em Dubai e também às empresas do empreendimento árabe um apoio no Brasil. "Também é uma forma de aprender mais sobre os mercados", afirma a gerente. O Tecnosinos já possui um acordo similar com um parque tecnológico da Coréia do Sul.
O Tecnosinos, que pertence à Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) agrega empresas das áreas de tecnologia da informação, automação e engenharias, comunicação e convergência digital, alimentos funcionais e nutracêutica, além de tecnologias socioambientais e energia. Estão instaladas no parque, atualmente, empresas de nove países: Brasil, Alemanha, Índia, Coréia do Sul, Holanda, Argentina, México, Brasil, Uruguai e Itália.
De acordo com Susana, a decisão pela participação na Gitex é estratégica para o Tecnosinos já que para as empresas do parque, principalmente as de tecnologia da informação, comunicação e convergência digital, o mercado árabe e o mundo emergente em geral são importantes. Isso porque, segundo ela, soluções produzidas também em um país em desenvolvimento, como o Brasil, podem ser mais adequadas para eles.
Um dos objetivos da participação na Gitex, segundo Susana, é promover negócios para as empresas do parque. "O Brasil é visto, especialmente em países emergentes em uma fase mais arrojada de desenvolvimento, como um parceiro de fácil diálogo", diz. A presença em Dubai também teve objetivo de atrair empresas árabes para o parque gaúcho. Segundo a gerente executiva, já está assegurada a presença do Tecnosinos nas próximas duas edições.

