Agência Sebrae
São Paulo – As pessoas em todo o mundo vêm acordando para um grave problema ambiental: o descarte das sacolas plásticas, poluindo rios e córregos e entupindo bocas-de-lobo. O assunto ainda é polêmico, mas alguns países já adotaram políticas drásticas, como a Irlanda, que colocou um imposto de 15% sobre os sacos plásticos. Já em Bangladesh, elas foram banidas de vez. Uma sacola plástica pode levar até 500 anos para se decompor. A cada ano, entre 500 bilhões e um trilhão de sacos plásticos são consumidos mundialmente e a grande maioria vai parar nos lixos.
Em São Paulo, segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), mensalmente são consumidas cerca de 66 milhões de sacolinhas plásticas nos supermercados. A polêmica tem despertado o interesse dos empreendedores que vêem na substituição das sacolas uma boa oportunidade de negócios, aliada evidentemente à preservação do meio ambiente.
Uma delas, a Gatto de Rua, de Santos, litoral paulista, lançou recentemente a Bag Market, uma bolsa multifuncional que reveste os carrinhos de supermercados dispensando o uso de sacolas plásticas. Vendida a R$ 80 pela empresa para o varejo, o produto já é sucesso em São Paulo e tornou-se o carro-chefe da empresa.
Segundo o sócio Mário Gaspar, a intenção não é acabar com a sacola plástica, mas oferecer ao cliente uma oportunidade de ajudar na preservação do meio ambiente. "Demoramos quatro anos para desenvolver o produto e aperfeiçoá-lo. A Bag Market é feita de TNT (Tecido Não-Tecido) e dividida em três compartimentos: um para alimentos, outro para higiene e limpeza e um terceiro para congelados".
Gaspar explica que a sacola pode durar até cinco anos e foi desenvolvida para carrinhos de supermercado de tamanhos grande e médio. Para o varejo, apresenta-se na cor bege, mas como peça promocional a Gatto de Rua pode desenvolvê-la em diversas cores. "Estamos com o produto no mercado desde março e fizemos pesquisas com supermercadistas, consumidores e gerentes. O retorno foi fantástico. A sacola diminui a fila, o tempo gasto e ainda é uma peça bonita".

