Agência Sebrae
São Paulo – O ano de 2005 foi, na média, positivo para as micro e pequenas empresas do estado de São Paulo. Os 1,3 milhão de pequenos negócios paulsitas fecharam o ano com faturamento de R$ 241,1 bilhões, um aumento de R$ 4,5 bilhões em relação a 2004.
Estas são as principais conclusões dos Indicadores Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), levantamento mensal realizado pela instituição, com a colaboração da Fundação Seade, junto a 2,7 mil micro e pequenas empresas paulistas da indústria da transformação, comércio e serviços, e que mede os níveis de faturamento real, pessoal ocupado e gastos com salários.
No ano, o faturamento médio real das micro e pequenas empresas apresentou aumento de 1,9% sobre o ano anterior. Comércio e Serviços puxaram a alta, registrando desempenho positivo no acumulado do ano de 3,2% e 3,5%, respectivamente.
Segundo o coordenador da pesquisa, Marco Aurélio Bedê, como mais de 70% das micro e pequenas empresas paulistas estão em comércio e serviços, setores que são mais dependentes do mercado interno, a melhora geral da ocupação e renda na economia amplia o consumo das famílias, favorecendo esse conjunto de empresas.
Outro fator que contribuiu para o bom desempenho das micro e pequenas empresas foi a maior oferta de crédito ao consumidor. Os dados do Banco Central mostram que o total das operações de crédito do sistema financeiro apresentou expansão de 21,5% no ano de 2005, puxada pelo crédito destinado ao consumo das pessoas físicas.
Já o setor industrial não tem muito a comemorar. O fraco desempenho durante todo o ano refletiu no saldo de 2005: queda de 3,1%, na comparação com o ano anterior. Para o economista do Sebrae em São Paulo, um dos fatores determinantes para este resultado foi a alta taxa de juros do período.
Empregos
Em 2005, mais uma vez as micro e pequenas empresas apresentaram-se como as grandes empregadoras do Estado. Segundo a pesquisa, o pessoal ocupado em dezembro de 2005 apresentou alta de 4,1% sobre dezembro de 2004. Foram criadas 231 mil novas vagas no período.
Os dados da pesquisa mostram que as micro e pequenas empresas não apenas geram a maior parte das ocupações do setor privado da economia (com 67% dessas ocupações), como também apresentam um grande poder de expansão de novas vagas quando há sinais de recuperação do mercado interno.

