Agência Sebrae
São Paulo – Mais de 3.500 homens e cerca de 400 máquinas já estão trabalhando na construção da estrada Transoceânica, que vai completar a ligação dos 1,1 mil quilômetros entre Rio Branco, no Acre, e a cidade de Cuzco, no Peru. A rodovia, cujo término está previsto para 2011, deverá incrementar o comércio entre os dois países, que hoje está em torno de US$ 600 milhões por ano, e ajudará o Brasil a chegar ao Pacífico, o que facilitará os embarques de produtos brasileiros tanto para a costa oeste dos Estados Unidos como para os países asiáticos.
Por este motivo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em três estados brasileiros, Mato Grosso, Rondônia e Acre, se uniu para ajudar micro e pequenas empresas a buscarem novas oportunidades nesta nova rota. Foi criado o projeto Mercado da Fronteira, que será um dos primeiros programas a receber recursos do Sebrae Nacional já nas novas diretrizes de internacionalização das micro e pequenas empresas.
O objetivo principal do projeto de internacionalização é consolidar a participação das micro e pequenas empresas no mercado externo, inclusive mediante o engajamento em novas modalidades de exportação. "A atuação do Sebrae deve se traduzir em um apoio customizado, que leve em conta a individualidade de cada empresa", disse a gerente da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional, Raissa Rossiter.
Segundo ela, em 2008, a instituição irá lançar para todos os parceiros e para o segmento dos pequenos negócios o Programa de Internacionalização de Micro e Pequenas Empresas. "Vamos implementar ou adaptar novas ferramentas de apoio às micro e pequenas empresas, ferramentas de capacitação, de informação, de diagnóstico e vamos apoiar as iniciativas das unidades estaduais do Sebrae de implementação do programa".
A idéia, explica, é acompanhar esse passo-a-passo e mensurar através de metas a serem estabelecidas, principalmente avaliando o perfil das pequenas empresas exportadoras em 2006, em 2007 e em 2008. Uma das ferramentas para apoiar as micro e pequenas empresas no processo de internacionalização dos produtos brasileiros, segundo o superintendente do Sebrae em São Paulo, Ricardo Tortorella, é o apoio da Instituição na busca de certificações.
"Aqui em São Paulo temos uma experiência extraordinária com o limão tahiti produzido em seis municípios da região de Catanduva", conta. Recentemente 59 produtores rurais receberam o European Retailers Working Group – Good Agricultural Pratices (EurepGap), uma certificação criada por iniciativa de supermercados de países da União Européia. "Hoje os produtores estão mais confiantes e competitivos. A demanda aumentou substancialmente com a certificação dos produtos", diz Tortorella.

