São Paulo – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (17) a assinatura de um acordo com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, para disponibilizar R$ 1 bilhão em crédito para projetos de inovação tecnológica industrial no ramo sucroalcooleiro no período de 2011 a 2014.
O objetivo é incentivar o desenvolvimento de novos combustíveis a partir da cana-de-açúcar, em especial o chamado etanol de 2ª geração, obtido a partir da celulose. O programa foi batizado de Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (Paiss).
A iniciativa, segundo o banco, parte da determinação do governo brasileiro de fazer com que o Brasil alcance, em tecnologias mais avançadas, a importância que já tem na fabricação de biocombustíveis convencionais, como o etanol e o biodiesel.
Nesse sentido, de acordo com o BNDES, o programa terá três linhas de atuação: o etanol de 2ª geração produzido a partir da biomassa, ou seja, o bagaço que sobra da fabricação do açúcar e do etanol convencional; o desenvolvimento de novos produtos a partir da mesma matéria-prima; e a gaseificação.
O banco afirma que há uma corrida tecnológica nessa seara protagonizada pelos Estados Unidos e União Europeia e que, sem avanços, o Brasil pode perder a liderança que tem no ramo de biocombustíveis.
Atualmente, segundo o BNDES, a carteira de financiamentos para o desenvolvimento de tecnologias no setor de etanol é de R$ 413,5 milhões. Com o novo programa, o montante será mais do que duplicado. De acordo com o banco, o valor aproxima o Brasil do nível de investimentos praticado nos EUA e EU.
Poderão ter acesso ao crédito, segundo o BNDES, empresas que tenham em seu objetivo social as atividades constantes do plano e que pretendam efetivamente introduzir eventuais novas tecnologias e produtos no mercado. O custo dos empréstimos vai variar de acordo com o projeto.

