Omar Nasser, da Fiep*
Curitiba – O petróleo, que responde por 43,1% da matriz energética brasileira, ainda será a principal fonte de energia para o transporte nas próximas três décadas e não se vislumbra nenhum substituto no curto prazo. A afirmação é do secretário de Energia do Estado de São Paulo, Mauro Guilherme Jardim Arce. De acordo com ele, o álcool – proveniente da cana ou de outros componentes da biomassa – seria o substituto mais adequado, mas ainda é preciso avançar em tecnologia.
Arce foi o responsável pela palestra de abertura do Seminário de Tecnologias Energéticas do Futuro (Stef), que ocorreu ontem no Centro Integrado de Empresários e Trabalhadores do Estado do Paraná (Cietep), em Curitiba. Segundo o coordenador do evento, Frederico Reichmann Neto, a proposta do evento é identificar medidas de curto, médio e longo prazo que possam reverter a tendência de um colapso no abastecimento, previsto já para 2010. "Basta o Brasil retomar o crescimento de 4% ao ano do PIB que haverá falta de energia", alertou.
O presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, lembrou que o Brasil reúne condições para assumir a vanguarda no fornecimento de energia, uma área estratégica porque a demanda cresce no mundo todo, oferecendo grandes oportunidades de negócios para o país. Arce enfatizou que as maiores reservas de energia do mundo estão no carvão, mas o desafio é a exploração do insumo de forma limpa. "Não se produz energia sem provocar algum tipo de impacto no meio ambiente", declarou. Segundo ele, o desafio é fazer com que este impacto seja o menor possível.
O encontro, que termina nesta terça-feira, reúne especialistas de todo o país e do exterior. O seminário é uma promoção conjunta da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Copel, Governo do Paraná, Lactec, Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade e Instituto Paraná Desenvolvimento, com apoio da Itaipu Binacional, Eletrobrás e Compagás.
*Federação das Indústrias do Estado do Paraná

