Kuwait News Agency*
Tóquio – A petrolifera Kuwait Petroleum Corp (KPC) está negociando com a chinesa Sinopec, a britânica BP e a holandesa Shell, a formação de uma joint-venture para a construção de uma refinaria com capacidade para produção de 300 mil barris ao dia na província de Guangdong, no sul da China, segundo informou o jornal estatal chinês China Daily.
"As negociações devem terminar até o final do primeiro semestre de 2006", disse o porta-voz da KPC, Hamzah Bakhash. Ele não detalhou o investimento nem a estrutura da joint-venture, mas declarou que a empresa do Kuwait espera aumentar suas exportações de petróleo e gás liquefeito de petróleo (GLP) para a China. "A joint-venture em Guangdong poderá processar petróleo importado do Kuwait, mas isso dependerá do preço," disse Bakhash.
A KPC, que montou escritório em Beijing, a capital da China, no final de março deste ano, pretende dobrar suas exportações para o país asiático, alcançando 400 mil barris ao dia nos próximos meses, segundo o porta-voz da empresa árabe. Já Chen Ge, porta-voz da Sinopec, declarou que a empresa não está a par das negociações com as empresas internacionais, e acrescentou que a chinesa só importa produtos do Kuwait para refino.
Em março deste ano a KPC assinou memorandos de entendimento com a BP e a Shell em que contemplavam oportunidades em vários países, entre eles a China, segundo informam as duas empresas européias. A BP e a Kuwait Petroleum International, uma subsidiária da KPC, concordaram em prospectar e desenvolver oportunidades e investimentos conjuntos na China e em outros países da Ásia. As empresas concordaram em cooperar em áreas como fornecimento, refino, distribuição e marketing na China e nos países vizinhos, segundo informou a BP.
A KPC e a Shell concordaram em explorar oportunidades ao redor do mundo para desenvolver e implementar investimento conjunto na área downstrem (que inclui refinarias, petroquímicas, distribuição de produtos petrolíferos, venda ao consumidor e distribuição de gás natural).
A China ainda está encorajando investimento estrangeiro no setor de refino do país, apesar de uma política que inibe investidores estrangeiros de ter a maior participação em empresas, segundo informou o Ministério do Comércio do país em setembro deste ano. Segundo a nota do ministério, muitos projetos para a construção de refinarias estão sendo discutidos entre empresas chinesas e estrangeiras, mas não foram fornecidos maiores detalhes.
"A demanda chinesa por petróleo cresceu para aproximadamente 1,6 milhão de barris ao dia nos últimos dois anos, e cerca de 90% deste total é suprido por importações. A demanda deve continuar crescendo na próxima década", diz nota da BP.
*Tradução de Mark Ament

