São Paulo – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, vai visitar o Catar no próximo final de semana, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (29) pela pasta. Estão programadas reuniões com o emir Hamad Bin Khalifa Al Thani e com o primeiro-ministro Hamad Bin Jassim Bin Jaber Al Thani, de acordo com o ministério.
Pimentel vai passar pelo Oriente Médio na volta de uma viagem ao Japão, onde ele está neste momento, e à Coreia do Sul. O principal objetivo da missão, segundo informações do ministério, é atrair investimentos ao Brasil. Em Doha, capital do país árabe, está prevista também uma entrevista para a rede de TV Al Jazeera, que tem sede na cidade.
Em fevereiro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) organizou uma missão empresarial ao Oriente Médio e parte da delegação foi ao Catar, mas o ministro esteve apenas na Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Em 2010, seu antecessor na chefia da pasta, Miguel Jorge, viajou ao país à frente de um grupo de empresários, poucos meses após uma visita oficial do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Anteriormente, o emir Al Thani havia estado no Brasil.
Embora pequeno, o Catar é um dos países que mais crescem no mundo e é atualmente uma das economias mais aquecidas da região árabe, ao lado da Arábia Saudita. Rica em hidrocarbonetos, especialmente gás natural, a nação tem um fundo soberano com investimentos ao redor do globo, inclusive no Brasil.
O Catar é um dos dois países árabes que têm ligação direta por via aérea com o Brasil. O outro é os Emirados. A Qatar Airways voa diariamente de Doha a São Paulo.
As exportações brasileiras à nação do Oriente Médio, segundo dados do MDIC, somaram US$ 337 milhões no ano passado, um aumento de 14% sobre 2010. Os principais itens embarcados foram minério de ferro, alumina calcinada, carne de frango, carne bovina, máquinas pesadas para obras, munição e café.
Na outra mão, as importações brasileiras de produtos do Catar chegaram a US$ 238,5 milhões, um crescimento de 8,5% na mesma comparação. Os principais produtos da pauta foram gás natural liquefeito (GNL), polietileno, ureia, nafta e enxofre.

