O governo italiano quer investir em plataformas logísticas, criando verdadeiros corredores comerciais que terão o objetivo de facilitar a exportação dos produtos made in Italy para nações emergentes. Inicialmente serão dez as plataformas. As primeiras serão com a China, Cazaquistão e o Marrocos. No país árabe, a intenção é ligar Tanger diretamente aos portos de Genova e Livorno, na Itália.
Conexão
A conexão com o Brasil também está na pauta do governo italiano, segundo o vice-ministro do Desenvolvimento Econômico do país, Adolfo Urso. O destino em estudo é o porto de Manaus, no estado do Amazonas. De acordo com Urso, a rota com o Brasil é o melhor caminho para fazer o produto italiano entrar na América do Sul. O foco nos países em desenvolvimento é a nova estratégia do governo para aumentar as vendas externas da Itália.
Itália premia o álcool brasileiro
O cientista brasileiro José Goldemberg, ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, venceu esta semana o prêmio Ernesto Illy Trieste Science por sua contribuição ao programa brasileiro de utilização de biocombustíveis. O prêmio, criado pela empresa italiana Illycaffè em parceria com a Twas (instituto que estimula a produção científica em países em desenvolvimento), está em sua sexta edição. O valor recebido por Goldemberg é de 100 mil euros. A premiação é dada a cientistas de países emergentes. O trabalho de Goldemberg foi premiado por conta do seu aspecto inovador e da contribuição ao desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Provas científicas
Após o primeiro artigo sobre a pesquisa com biocombustíveis, publicada em 1978, Goldemberg e seus colegas apresentaram provas científicas de que um novo combustível, o etanol, feito à base de cana-de-açúcar, poderia substituir os combustíveis fósseis – gasolina e diesel – por exemplo, nos motores de carros e máquinas agrícolas. O álcool, como ficou popularmente conhecido em todo o país, segundo os cientistas, reduziria também o impacto ambiental.
Últimos dias
Continuam abertas as inscrições para as empresas brasileiras interessadas em expor seus produtos no estande da Mactech, que a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em parceria com o Itamaraty, vai ter na feira, que é considerada a maior de máquinas e equipamentos do Oriente Médio. O evento será realizado na cidade do Cairo, de 25 a 28 de novembro. Várias empresas brasileiras já confirmaram sua participação. No ano passado, a Mactech reuniu 750 expositores de 44 países. A feira é a porta de entrada para o mercado árabe, que compra do mundo cerca de US$ 81 bilhões anuais em máquinas e equipamentos.
O Egito, por exemplo, no ano passado importou US$ 6,13 bilhões, o que faz do setor de máquinas e equipamentos o responsável por 11% das compras do país no mercado internacional e o principal item da sua pauta de importação. Para maiores informações, os interessados devem entrar em contato com Nadia Abdallah, do Departamento de Comércio Exterior da Câmara Árabe: 55 11 3147-4115 ou comex@ccab.org.br.
John Deere investe
A John Deere vai investir R$ 60 milhões na ampliação de sua fábrica de Catalão, no estado de Goiás, e com isso iniciar naquela unidade industrial a produção de pulverizadores, em um prazo de quatro anos. A unidade manterá também sua atual linha de produção de colhedoras de cana-de-açúcar, fortalecendo, assim, a atuação da empresa no Brasil.
As obras de ampliação da fábrica, que opera desde 1999 e possui 450 funcionários, terão início em novembro. A previsão é que as novas instalações gerem 500 novos empregos, em um período de quatro anos.
Planeta virtual
Relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT) informa que até o final do ano, cerca de 2 bilhões de pessoas estarão acessando a rede mundial de computadores. O estudo mostra ainda que o número de usuários da internet duplicou nos últimos cinco anos.
De acordo com a UIT, o número de pessoas que acessam a internet da própria residência subiu de 1,4 bilhão em 2009 para 1,6 bilhão este ano. Dos 226 milhões de novos usuários, pelo menos 162 milhões vivem em países em desenvolvimento.
O levantamento da UIT revela ainda que 71% dos habitantes dos países industrializados têm acesso à rede mundial de computadores, enquanto nos países em desenvolvimento esse acesso está disponível para apenas 21,5% das pessoas. Nos países ricos, 65% dos usuários acessam a rede da própria residência, percentual que cai para 13,5% nos países em desenvolvimento.
*Com Joel dos Santos Guimarães

