São Paulo – Oito empresas e entidades brasileiras confirmaram presença na Feira Internacional de Erbil, no Iraque, no estande organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). A 9ª edição da mostra vai ocorrer de 23 a 26 de setembro na capital da região do curdistão iraquiano, no norte do país árabe.
Vão participar o frigorifico Marfrig, a West Food, de carne bovina e commodities, a Angramar, de mármores e granitos, a Fanem e a Magnamed, de equipamentos médicos e hospitalares, a KRJ, de conectores para rededes de distribuição elétrica, a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), além da própria Câmara Árabe.
De acordo com o embaixador do Brasil em Bagdá, Anuar Nahes, pela estabilidade em relação a outras partes do país e pelo crescimento econômico, a região “passou a ser uma porta de entrada do Iraque”. “É uma região autônoma que está em paz, tem harmonia étnica e religiosa”, afirmou o diplomata à ANBA. “É muito próspera, cresce a olhos vistos”, destacou.
Ele acrescentou que Erbil dá acesso não só ao mercado do Iraque, pois o Curdistão como um todo se estende para a Turquia, Síria e Irã. A parte iraquiana do território recebe atualmente refugiados do conflito civil sírio.
Nahes ressaltou que várias companhias aéreas internacionais têm voos diretos para Erbil, o que reforça o caráter de polo negócios da cidade. Há rotas para Frankfurt, na Alemanha, Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Doha, no Catar, Istambul, na Turquia, entre outros destinos.
Carne
Uma das atividades paralelas à feira será um churrasco promovido pela Abiec para empresários e autoridades locais. O objetivo é sensibilizar os iraquianos a liberar a importação de carne brasileira, suspensa desde que o Ministério da Agricultura do Brasil divulgou, em dezembro do ano passado, que foi detectado o agente causador do mal da vaca louca em uma fêmea do rebanho do Paraná que morreu em 2010, sem, no entanto, desenvolver a doença.
Segundo o embaixador, o Comitê Nacional de Saúde do Iraque deve realizar em breve uma missão ao Brasil para se reunir com autoridades brasileiras e visitar laboratórios. Será uma oportunidade para o governo e as empresas brasileiras mostrarem a sanidade de sua carne bovina e a confiabilidade de seus procedimentos de análise, pois a nação árabe por si só não tem laboratórios em condições técnicas de fazer este tipo de verificação e acaba seguindo medidas tomadas por outros países.
Do ponto de vista sanitário não há porque o embargo continuar, pois em maio a Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) confirmou parecer técnico da Comissão Científica do próprio órgão que manteve o status do Brasil como de “risco insignificante” para a Encefalopatia Espongiforme Bovina. É grau de risco mais baixo que pode ser atribuído à possibilidade de ocorrência do mal da vaca louca. Para a entidade, o caso ocorrido no estado do Paraná não significou risco à saúde pública e animal do Brasil, nem de seus parceiros comerciais.


