Da Agência Brasil
Curitiba – No Porto de Paranaguá a chuva , divergências entre embarcadores e administração e problemas técnicos de operacionalização deixam lento o embarque de grãos da safra recorde de soja deste ano, e imensas filas voltam a se formar na BR 277.
Hoje (15) pela manhã, segundo a Polícia Rodoviária Federal, a fila de caminhões estava com 85 quilômetros, parados no acostamentos entre o terminal e a região metropolitana de Curitiba. O pátio do porto está lotado, com 1,5 mil caminhões, que somados aos da estrada, chegam a 4,9 mil aguardando para descarregar.
Problemas no sistema de informática paralisaram as atividades no Corredor de Exportação, mas foram solucionados nessa madrugada e o movimento voltou a se normalizar.
Para a administração do terminal, a causa das filas é a falta de planejamento das cooperativas. De acordo com o superintendente, Eduardo Requião, sem espaço para estocar os produtos nos armazéns, caminhoneiros são contratados antes da soja ser negociada no mercado externo. Requião explicou que há uma quantidade muito grande de soja vinda do interior do Estado, onde existem poucos silos, e os caminhões estão sendo usados como silos.
Chove no litoral paranaense desde domingo, dificultando o carregamento de navios com grãos , e a cada deixam de ser embarcadas 9 mil toneladas, o que equivale a carga de cerca de 250 caminhões. As filas já duram há quatro dias. Cada motorista está recebendo R$ 300,00 de diária, mas reclamam de cansaço e falta de infra-estrutura.

