Isaura Daniel
São Paulo – A empresa portuguesa Axentel, que atua com serviços de telecomunicações e exportação de alimentos, está estudando a possibilidade de abrir uma usina de açúcar e álcool no Brasil. A intenção é produzir açúcar exclusivamente para exportar aos países árabes. A Global Guiders, consultoria e trading do Rio de Janeiro voltada ao mercado árabe, está assessorando o português Manoel Vaz Pinto, proprietário da Axentel, no projeto.
Tanto representantes da Global Guiders quanto da Axentel estarão na Síria no início de setembro, durante a Feira Internacional de Damasco, com o objetivo de buscar clientes para a usina. Eles têm uma série de reuniões agendadas com importadores sírios que assinarão contratos de intenção de compra do açúcar. A mostra ocorre entre os dias 3 e 12 de setembro na capital do país árabe.
"Se garantirmos o escoamento, vamos investir", disse o empresário português à ANBA por telefone. O projeto deve demandar entre US$ 15 milhões e US$ 45 milhões, de acordo com Manoel Vaz Pinto. Ele estará no Brasil na próxima semana para conhecer possíveis locais para instalação da indústria. Além do município de Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, ele vai visitar também o interior de São Paulo e do Rio de Janeiro. A viagem, porém, ainda está por se confirmada.
O empresário português afirma que a necessidade do mercado árabe por açúcar foi um dos fatores que motivou a criação do projeto. "Na visita que fizemos aos países árabes no ano passado sentimos a ansiedade por importar açúcar", afirma. A Axentel também participou da Feira Internacional de Damasco em 2004.
Parte do capital investido na indústria será da empresa portuguesa, a outra parte será financiada por bancos de Portugal. A Axentel presta serviços de telecomunicação para a Portugal Telecom, em Portugal, e para a Vivo, no Brasil.
A companhia também atua na exportação de azeite e óleo. Manoel Vaz Pinto afirma que há possibilidade de construção de duas usinas ao invés de uma. As empresas devem começar a funcionar num prazo de cerca de dois anos após o início da instalação.
Na Síria
A Global Guiders foi fundada há cerca de dois anos e meio e trabalha exclusivamente com o mercado árabe, principalmente a Síria. A empresa exporta regularmente produtos de cerca de dez companhias brasileiras.
Na mostra de Damasco, além de açúcar, a trading vai apresentar aos importadores locais couro, café verde, guaraná natural, suco concentrado, soja, palmito e frango. A trading integrará o estande organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB). Essa será a segunda participação da empresa carioca na feira de Damasco.
De acordo com um dos sócios da Global Guiders, Crebil Ferman, a mostra do ano passado, foi muito importante para alavancar os negócios da Global Guiders, que na época, estavam começando. "Não chegamos a fazer vendas na feira do ano passado, mas fizemos muitos contatos e hoje temos grandes amizades e laços comerciais que começaram lá. A Global Guiders não teria nenhuma projeção internacional se não fosse a feira do ano passado", diz.
No primeiro semestre deste ano, a Global Guiders firmou uma parceria com a trading Rimco Internacional, de Damasco, que agora trabalha na busca de mercado para os produtos da empresa carioca no mundo árabe. Representantes da Rimco estiveram no Brasil no mês de maio, logo após a Cúpula de Países Árabes e Sul-Americanos, conhecendo mais de perto usinas de açúcar, além da produção de café e de couro do país.
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Sobre a Feira Internacional de Damasco
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